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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

rss da educação (7)

12.03.09

 

 

(encontrei esta imagem aqui) 

 

Sindicatos entregam abaixo-assinado contra regras do concurso de professores

  

Nem sei se a estratégia do actual governo continua a passar pelo seguinte: mergulhar o sistema escolar em "legislatite incontinente" de modo a deixar os actores atónitos e sem saber por onde continuar a lutar. Foi assim no início da legislatura e deu no que deu. Mas já se conhece a sentença dos fazedores de opinião - agora mais envergonhaditos, diga-se - dos órgãos de comunicação social "mainstream": estão a reformar.  

 

Estudo de professor da Universidade de Londres prova que o novo ECD e o modelo de avaliação de professores prejudicam o desempenho dos alunos e inflaccionam as notas

 

Uma entrada do blogue de Ramiro Marques que deve ser lida com toda a atenção. O estudo tem, desde logo, uma garantia: não tem a chancela da OCDE.pt.

  

Surpreendidos com o concurso?!

  

Uma análise do Paulo Guinote do que se pode ler, dos actuais concursos de professores, para além da espuma dos dias. Que mais podemos dizer?

 

Ministério da Educação nega intenção de despedir professores

 

Já negaram tantas vezes o que depois se veio a confirmar.

  

Professoras travam balas com o corpo 

 

Não, não foi na Cochinchina; foi já ali, em pleno centro da Europa.

 

Ainda a "educação"

 

Uma crónica de Manuel António Pina publicada no Jornal de Notícias que deve ser lida com atenção. Se o título quer indicar alguma saturação por parte do cronista, o que dirão os professores? 

 

 

a luta segue dentro de momentos (13)

12.03.09

 

 

 

 

Recebi o seguinte email da Direcção da APEDE (os bolds são da minha responsabilidade):

 

 

No dia 14 de Março, movimentos de professores que incluem a APEDE, o MUP, o MEP, o PROMOVA e a CDEP vão promover em Leiria um Encontro Nacional de Professores em Luta. O Encontro decorrerá no Teatro José Lúcio da Silva, na zona central de Leiria, entre as 10 e as 17 horas.

Será uma ocasião para os professores que têm resistido nas escolas se encontrarem e discutirem o rumo que tencionam dar a um combate que é de todos nós.


Precisamos de saber como dar força e orientação à luta judicial que está agora a ter início.


Precisamos de reflectir, em conjunto, sobre as formas de luta a desenvolver até ao final do ano lectivo.


Precisamos de ponderar a melhor forma de recuperar o espírito de unidade entre os professores.


Para isso, CONTAMOS COM A PARTICIPAÇÃO DE TODOS.


Com um abraço,


Mário Machaqueiro (pela Direcção da APEDE)

 

 

Farei tudo o que me for possível para estar presente em mais uma importante jornada da luta em nome da razão dos professores e na defesa de uma escola pública de qualidade para todos.

 

alegações finais

12.03.09

 

 

 

(encontrei esta imagem aqui

 

 

 

O Paulo Guinote, autor do excelente blogue "A educação do meu umbigo", deu uma entrevista ao jornal Diário de Notícias, publicada na rubrica "alegações finais", que merece ser lida na integra (mas principalmente o último parágrafo).

 

Ora leia:

  

1. O que leva os professores a recorrerem à via judicial para tentar travar a avaliação? É o reconhecimento de que todos os outros instrumentos, como a greve ou as manifestações, perderam a força?

É o reconhecimento por parte de um grupo de docentes que as vias tradicionais de contestação no campo político se estão a esgotar e que é necessário optar novas  vias para demonstrar que a nossa razão tem bases legais e que é o Ministério que desrespeita a Lei de Bases em vigor.

2. Não poderá este ser um processo longo demais?

Isso não implica que não se recorra à Justiça para demonstrar a nossa razão. Repare-se que esta equipa ministerial já foi várias vezes desautorizada pelos tribunais em situações como a repetição dos exames no Ensino Secundário, o pagamento de aulas de substituição e pelo Tribunal Constitucional quanto às normas do concurso para acesso a professor-titular.

3. Acha que ainda há alguma forma de fazer o Ministério da Educação recuar nesta matéria? Ou é uma causa perdida?

Julgo que a teimosia pessoal substituiu a chamada coragem política há muito tempo no Ministério da Educação, com o apoio explícito do Primeiro-Ministro. Quando o orgulho pessoal e o ressentimento substituem o sentido de Estado começamos a lidar com fenómenos de irracionalidade e é muito difícil, em tais circunstâncias, esperar decisões sensatas.

4. Os sindicatos ainda têm margem para negociar ou já não podem fazer mais nada?

Os processos negociais foram quase sempre meras encenações coreográficas por parte do Ministério. Basta recordar o desfecho da vigília feita à porta da 5 de Outubro em Dezembro. O único momento em que existiu negociação real foi sob o efeito do choque da manifestação de 8 de Março e culminou no Memorando do Entendimento que hoje é encarado como um acordo tácito para acalmar os docentes que estavam nas ruas.

5. O que explica, na sua opinião, o surgimento de tantos movimentos independentes de professores?

A necessidade de refundar o associativismo docente a partir da base por parte de grupos que não se sentem representados pelas organizações sindicais existentes.

6. Como deve, na sua opinião, resistir um professor que seja contra este modelo? Não entregar os objectivos individuais, assinando moções a exigir a suspensão?

Cada docente está, neste momento, confrontado com a decisão individual de participar ou não de forma activa num processo de avaliação de que a generalidade afirma discordar. Elaborar e assinar moções é inútil se isso não se concretizar no acto individual de não entregar os Objectivos Individuais.

7. Considera que a luta contra o modelo de avaliação e o ECD está a esmorecer?

Considero que as “lutas” têm diversas fases e momentos-fortes. Acho que existe algum esgotamento da fórmula desenvolvida desde final de 2007, mas que existe margem para outras estratégias e formas de resistência.

8. O que, na sua opinião, pode justificar esta insistência do Ministério da Educação em levar para a frente um processo contra quase uma classe profissional inteira?

A crença em que este conflito terá um balanço eleitoral positivo, apostando em algumas das piores características humanas: a inveja e o despeito por parte de quea ainda acha que os professores são “privilegiados”. 

9. O seu blogue é um dos mais visitados e o que maior leitura obteve entre os professores. Porque é a blogosfera uma arma tão poderosa de informação e mobilização?

Porque funciona livremente em rede, sem hierarquias formais, permitindo a rápida troca de informações e a divulgação de opiniões sem a necessidade de cedências a critérios editoriais tradicionais.