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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

e também pela noite dentro...

05.03.09

 

 (encontrei esta imagem aqui)

 

 

Um amigo e colega enviou-me um desabafo muito interessante sobre a ideia de escola a tempo inteiro, que efeitos tão nefastos parece estar a ter na qualidade de vida dos nossos alunos mais pequenos; e daqui a uns anos já se sabe: multiplicar-se-ão as hiperactividades e consequentemente os casos de indisciplina escolar.

 

Mas o meu amigo é também um pai muito preocupado e faz "gato sapato" da sua vida para passar o máximo de tempo com os seus filhos. Pedi-lhe para publicar o seu desabafo: ele aceitou com a condição do anonimato; aceitei.

 

Ora leia.

 

 

"E por que não abertas também durante a noite? Sim, porque os pais não só trabalham. Também têm direito a divertir-se, a ir jantar fora, a ir a um bar, alguns têm que ir para o estrangeiro em viagens de trabalho, outros não lhes dá jeito ir buscar os filhos à escola ou levantar-se cedo para os ir lá pôr. Portanto, eu acho que as escolas deveriam também ter horário nocturno. Basta equipá-las com umas camaratas e uns beliches. Afinal o que é isso comparado com os custos do Magalhães? Os refeitórios estariam também abertos à noite e ofereceriam jantares e até ceias. E pequenos-almoços, claro. 


E os professores? Trabalhavam por turnos, evidentemente. Afinal os operários da siderurgia não trabalham por turnos? E os médicos, os enfermeiros, os polícias, os ferroviários, os recepcionistas de hotel, os pilotos, os homens do lixo. E – querem melhor exemplo? - os guardas-prisionais não trabalham por turnos? 
Eu por mim até me dava jeito. Haveria muitos mais horários a concurso."

segunda

05.03.09

 

 

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

E a luta, na sua vertente jurídica, continua e em passo acelerado.

 

 

FENPROF entrega segunda providência cautelar referente à avaliação do desempenho

 

A FENPROF, através do Sindicato dos Professores da Região Centro, entrega quinta-feira, dia 5 de Março, pelas 11.30 horas, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra, a segunda Providência Cautelar referente à avaliação de desempenho.

Esta é uma iniciativa, tomada nos Tribunais, com a qual se pretende impedir a emissão de orientações normativas que, sem fundamento legal, a Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE/ME) tem vindo a dar aos órgãos de gestão das escolas e agrupamentos.

Com recurso ao correio electrónico, a DGRHE/ME fez chegar aos conselhos executivos, um texto datado de 9 de Fevereiro (abusivamente enviado para os endereços electrónicos da generalidade dos professores e educadores, posteriormente), no qual, depois de reconhecer que a apresentação de uma proposta de objectivos individuais (OI) pelos docentes é uma "possibilidade" que lhes é oferecida, vem, a seguir, afirmar que, "no limite", a não entrega inviabiliza a sua avaliação. Já antes, no mesmo texto, informa os presidentes dos conselhos executivos de que, em caso de não apresentação de OI, deverão notificar os docentes do incumprimento, bem como das suas consequências.

Porém, a DGRHE/ME, na sua nota intimidatória, "foge" a fazer referência sobre qual é o designado "limite", sobre qual o fundamento legal para a eventual inviabilização da avaliação, bem como de quais as consequências e em que quadro legal se encontram previstas.

A DGRHE/ME, de facto, o que faz é empurrar as escolas e os presidentes dos conselhos executivos para adopção de procedimentos ilegais, enviando-lhes orientações que não clarifica nem fundamenta legalmente.

A FENPROF, sobre esta mesma matéria, prepara a entrega de duas novas Providências Cautelares nas regiões sul e norte do pais.

A FENPROF e o SPRC convidam os(as) senhores(as) jornalistas a acompanharem a entrega desta segunda Providência Cautelar, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra, na Av. Fernão de Magalhães (antigo edifício dos CTT), na próxima 5.ª feira, 5 de Março, a partir das 11.15 horas.

O Secretariado Nacional da FENPROF
3/03/2009

 

 

E o jornal Público também informa o mesmo em:

 

Fenprof entrega segunda providência cautelar para travar avaliação de desempenho