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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

incredulidades?

04.03.09

 

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

Da visita que os professores dos movimentos acompanhados do incansável Paulo Guinote, do enorme blogue "A educação do meu Umbigo", fizeram hoje à Assembleia da República, pode ficar a saber o que se passou.

 

E pode crer: depois de ler os detalhes vai ficar a saber mais umas verdades sobre a fraca qualidade da nossa democracia. Eu fiquei como que, sei lá; posso resumir assim: não seria de esperar outra coisa.

 

E a luta continua, como se sabe.

 

Clique aqui e aqui ou leia os resumos que fiz a partir dos relatos do Paulo Guinote.

 

A coisa mais espantosa - será? - que se ficou a saber hoje pela manhã é que o ME prima por não responder às questões colocadas pelos elementos da Comissão, em especial nas aparições ao vivo. Ao contrário do que eu supunha, sobre os OI não está prevista uma deslocação de ninguém do ME à dita Comissão, existindo sim um pedido, por escrito, de esclarecimento sobre as consequências da sua não entrega. O pedido foi subscrito por unanimidade dos elementos da dita Comissão. Esse pedido tem, ao que nos foi dito, 15 dias para ser respondido. Ainda não foi. Mas parece ser prática comum esse tipo de conduta. Que vai sempre passando impune, pois parece que não há maneira de…(...)

 

(...)Por parte dos visitantes falaram (e esperarei pelo respectivo relato na primeira pessoa de todos eles nos respectivos espaços):

 

  • Eu, em nome do soviete umbiguista (não apresentado desta forma, claro…, que fiz questão principalmente em sublinhar a necessidade de uma rápida clarificação da situação em torno dos OI e que as escolas em nada estão a beneficiar com esta teimosa forma de implementar o modelo de ADD a todo o custo).
  • Ilídio Trindade pelo (MUP (que levava uma dispensável gravata vermelha para me provocar).
  • Octávio Gonçalves pelo PROmova (que se levantou às quatro e tal da matina e merece uma medalha enorme pelo sacrifício pessoal).
  • Ricardo Silva pela APEDE (que fez as intervenções mais efusivas da manhã).
  • O Jaime Pinho pelo MEP (que teve as tiradas mais acutilantes da manhã, ao considerar acertadamente que isto se tornou uma fraude e farsa imensas).

 

Do lado dos visitados tiveram a palavra (e faço um resumo muito resumido das intervenções):

 

  • Pedro Duarte pelo PSD, que reiterou a ausência total de diálogo construtivo do ME com a própria Comissão e as forças da Oposição, sublinhando que tem existido uma completa falta de esforço em obter consensos nesta área da govrnação.
  • Luísa Mesquita, deputada independente, Ana Drago, pelo BE, e João Oliveira, pelo PCP, reiteraram o apreço pela intervenção cívica dos professores ao longo deste processo, nomeadamente aqueles que o fazem em acumulação com as suas actividades profissionais.
  • Luís Fagundes Duarte, pelo PS, confirmou que nem tudo tem estado a correr bem neste processo e que é inegável o conhecimento de que o clima nas escolas está longe de ser o melhor.
  • António José Seguro, m nome da Comissão destacou a receptividade e rapidez com que a mesma tem tentado ouvir todos os intervenientes neste processo.

No final houve uma segunda ronda de intervenções e quase diálogo sobre alguns aspectos específicos da situação e da legislação, os quais tentarei abordar em outros posts menos apressados.

 

 

 

naturalmente

04.03.09

 

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

O governo e a principal federação de sindicatos de professores, a Fenprof, mantêm as divergências em relação à avaliação do desempenho dos professores. Pode ler o resumo que fiz ou clicar no link e ler a notícia completa.

 

Ora escolha.

 

Educação
04.03.2009 - 08h38 Lusa
O secretário de Estado adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, afirmou ontem que continua a haver uma "distância significativa" entre os princípios defendidos pelo Governo e a Fenprof em matéria de avaliação de desempenho e que alguns aspectos são mesmo de "difícil superação".(...)

(...)Para o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, o encontro "não foi uma reunião negocial", já que o Ministério da Educação "foi incapaz de apresentar um modelo alternativo de avaliação, limitando-se a apresentar um documento muito genérico e muito global".

"O que resulta daqui é que o ministério não quer abrir mão de rigorosamente nada daquilo que é mais contestado pelos professores: a divisão da carreira em duas categorias hierarquizadas, as quotas para atribuição das classificações mais elevadas e este modelo de avaliação", afirmou Mário Nogueira.(...)

 

tanto de lamentável como de repugnante

04.03.09

 

 

Há notícias que nos deixam estupefactos: veja lá os contornos do que pode ler de seguida e diga lá se isto não é de bradar aos céus.

 

 

Equipa de procuradores especializados no crime económico levou a cabo operação
04.03.2009 - 08h28 José António Cerejo
Uma equipa de procuradores da 9.ª secção do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, especializados na área da corrupção e do crime económico, efectuou no mês passado uma série de buscas nos serviços centrais do Ministério da Educação, na Av. 5 de Outubro.

Os magistrados, que não se fizeram acompanhar pela Polícia Judiciária, recolheram numerosos documentos e outros materiais relacionados com os dois contratos celebrados entre o Ministério da Educação e o jurista João Pedroso, em 2005 e 2007, no valor total de 287.980 euros. O objecto da contratação, feita por ajuste directo e decidida pessoalmente pela ministra Maria de Lurdes Rodrigues, residia na realização de um levantamento de toda a legislação publicada em matéria de educação e na sua sistematização. 

Questionada na imprensa e no Parlamento, nomeadamente com base na existência de numerosos juristas nos quadros do ministério capazes de fazer esse serviço, a iniciativa da ministra foi justificada no final de 2007 com a "especial aptidão técnica jurídica na área da educação" de João Pedroso - um juiz com licença sem vencimento desde 1990, que não tinha qualquer currículo em Direito da Educação, que era à época professor em regime de exclusividade na Universidade de Coimbra e que tinha ocupado altos cargos nos governos de António Guterres.

A investigação em curso no DIAP, que foi ontem noticiada pelo Diário Económico e confirmada pela Procuradoria-Geral da República, teve origem numa denúncia datada de Junho do ano passado. O PÚBLICO confirmou junto de várias fontes do Ministério da Educação que os procuradores do DIAP não se limitaram a levar documentos, tendo feito diversas outras diligências cujo conteúdo não foi revelado.

Após a divulgação de várias notícias sobre a contratação de Pedroso, o Ministério da Educação exigiu-lhe, em Novembro passado, a devolução de 133.100 euros, do total de 287.900 que lhe tinha adiantado. Para rescindir o contrato, o ministério alegou que o jurista só tinha feito metade do trabalho, ao que este contrapôs ter feito 80 por cento, propondo-se devolver apenas 20 por cento do que recebera. O ministério manteve a posição inicial e acabou por aceitar que o antigo membro do Conselho de Jurisdição do PS e irmão do deputado Paulo Pedroso repusesse os 133.100 euros em 12 prestações mensais, com início em Janeiro passado.

Além de João Pedroso, foram contratados inicialmente um antigo secretário-geral do ministério (António Landeira) e um jovem jurista que é actualmente adjunto do ministro da Justiça (José Vasconcelos Dias). Estes, porém, receberam apenas cerca de 1100 euros cada um durante 12 meses, ao abrigo do primeiro contrato.