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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

depois vê-se

16.02.09

 

 

 

 

"Depois vê-se" é uma expressão muito cara à sociedade portuguesa; e já se sabe: a organização não é um valor precioso no nosso metabolismo social e profissional.

 

E se olharmos para o que se está a passar com os concursos de professores, e o processo ainda agora começou a dar os primeiros passos, sejam os dos designados por titulares sejam os dos "outros", a trapalhada já é mais do que muita.

 

Propalou-se a ideia que passaria a ser de quatro em quatro anos e que os tais de titulares eram inamovíveis para assegurar a importante estabilidade das escolas. Inventou-se uma carreira por categorias para privilegiar essenciais constrangimentos financeiros

 

- e neste caso, sabe-se que se recorreu a pareceres de especialistas em sociologia do trabalho depois de ouvidos os altos funcionários do burocrático e monstruoso ministério da Educação (há pareceres e pareceres, claro, João Freire é mais ao jeito que Garcia Pereira - dá ideia que a sociologia não combina com o direito) -

 

e decretou-se em regime apressado e desconhecedor da semântica das escolas e com uma prosápia que amesquinhou a profissionalidade dos professores mas que serviu os desígnios da propaganda.

 

Pois foi. Mas o tempo é o que sabemos e corre a um ritmo constante e inapelável.

 

E agora?

 

Agora ninguém se entende. Os titulares afinal já se movem num concurso com resultados de bradar aos céus e o resto não adivinha nada de bom. E, ou me engano muito, ou, e mais uma vez, os autores de tamanha trampolinada já espreitam por um qualquer lugar ao sol. O costume, aliás. Quem vier a seguir que resolva o problema que os que saem sentem-se uns reformistas incompreendidos. Arre, que é preciso muita pachorra.

 

 

para memória futura

16.02.09

 

 

 

Encontrei no excelente blogue do Francisco Santos, aqui, um vídeo muito interessante.

 

Para memória futura, digamos assim. Serve de prova documental ao modo como os professores foram tratados pelo actual governo do partido socialista a para mais algumas coisas, obviamente. Avaliação do desempenho - rigor, resultados e trapalhadas - como bem diz o Francisco Santos.

 

São apenas 2.47 minutos.

 

Ora clique.