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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

autoriza que leve o meu filho para casa?

08.02.09

 

 

 

 

 

Li, no início da semana, algumas notícias a propósito do desenvolvimento da ideia da escola a tempo inteiro no nosso país.

 

E ao passar pelos blogues, dou com um pequeno texto que tem um parágrafo com um exercício de ironia muito acertado. Foi no blogue do Miguel Pinto, aqui, e a frase diz assim:

 

"(...)Percebo cada vez melhor o paradigma da escola a tempo inteiro. Lá chegará o dia em que ouvirei o sr. Albino a protestar porque a escola de Carqueja de Cima não autorizou a visita da miudagem aos pais, aos fins-de-semana."

a luta segue dentro de momentos (8)

08.02.09

 

 

Presidentes dos Conselhos Executivos reiteram pedido de suspensão da avaliação de professores.

"Os 212 presidentes de Conselhos Executivos (PCE) de escolas e agrupamentos de todo o país decidiram ontem, numa reunião que decorreu em Coimbra, reiterar o pedido de suspensão do modelo de avaliação de desempenho dos professores que se encontra em vigor.

Num documento aprovado por unanimidade, sublinham que, ao contrário do que tem afirmado o Ministério da Educação, nada obriga à entrega dos objectivos individuais – por parte dos professores ou dos PCE – e consideram que a insistência na aplicação do modelo em causa, por parte do Governo, “parece responder apenas a um objectivo político que se esgota num mero cumprimento de calendário”.

Na reunião, onde ficou acertada a realização de novo encontro, ainda sem data determinada, em Lisboa, estiveram quase mais cem PCE do que aqueles que iniciaram o movimento de contestação ao actual modelo de avaliação, há cerca de um mês, em Santarém.

O tema da demissão em bloco, desta vez, não dominou o encontro. “Decidimos ter a coragem de não nos demitirmos – de não nos demitirmos de continuarmos a ter voz”, afirmou, em declarações aos jornalistas, Isabel Guê, presidente do Conselho Executivo da secundária Rainha D. Amélia, de Lisboa."

Nada de especial para salientar se tivermos como comparação as conclusões da anterior reunião (todavia, regista-se um significativo aumento do número de participantes). 

Os professores presentes nesta reunião entendem que o modelo de avaliação deve ser suspenso e que, enquanto o referido imbróglio em forma de grelha se mantiver em vigor, nada na lei obriga a que se tenha de apresentar objectivos individuais. Podiam ter dito mais qualquer coisa, principalmente sobre os casos em que alguns conselhos executivos ameaçam excluir da avaliação os professores que não entregaram os objectivos individuais.

Não percebi a oportunidade da referência à coragem para não se demitirem em bloco: que argumento mais sem jeito; mais valia não fazerem mais referências ao assunto; mas isso é um problema meu que começo a ficar sem muita paciência para análises profundas às raízes dos problemas.