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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

exemplos de teimosia

28.02.09

 

 

 

 

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

Um amigo meu enviou-me por email um texto que deve ser lido com toda a atenção. O autor está identificado mas pediu-me o anonimato.

 

Ora leia.

 

 

Como a Inglaterra solucionou o "problema da violência nas Escolas".

O exemplo britânico. Os pais dos alunos com comportamentos violentos nas escolas britânicas vão passar a ser multados num valor que pode ir até aos 1450 euros. 'As intimidações verbais e físicas não podem continuar a ser toleradas nas nossas escolas, seja quais forem as motivações' sublinhou a Secretária de Estado para as Escolas. Disse também que "as crianças têm de distinguir o bem e o mal e saber que haverá consequências se ultrapassarem a fronteira". Acrescentou ainda que 'vão reforçar a autoridade dos professores, dando-lhes confiança e apoio para que tomem atitudes firmes face a todas formas de má conduta por parte dos alunos'.

 

A governante garantiu que 'as novas regras transmitem aos pais uma mensagem bem clara para que percebam que a escola não vai tolerar que eles não assumam as suas responsabilidades em caso de comportamento violento dos seus filhos. Estas medidas serão sustentadas em ordens judiciais para que assumam os seus deveres de pais e em cursos de educação para os pais, com multas que podem chegar às mil libras se não cumprirem as decisões dos tribunais'. O Livro Branco dá ainda aos professores um direito 'claro' de submeter os alunos à disciplina e de usar a força de modo razoável para a obter, se necessário.(...)

 

Ai estes ingleses; quem os viu e que os vê. E será que nós estamos teimosamente a trilhar o mesmo caminho?

do capital

28.02.09

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado". 

Karl Marx, in “Das Kapital”, 1867 

 

 

Faz tempo que recebi vários emails com a frase referida como se a dita tivesse sido escrita por Karl Marx. Desconfiei, tal a precisão da coisa. E não é que ao passear pelos blogues encontrei, aqui, uma confirmação da minha suspeita. Há muita falsa informação a circular pela net.  Vá ler o texto que linkei e encontrará um conteúdo muito informado sobre estas questões.

cartão

27.02.09

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

 

Fiz um comentário, a propósito de uma interessante discussão noutro blogue, aqui, e resolvi transformá-lo em post.

 

O tema em debate relacionava-se com um texto publicado aqui e que relata uma situação que me impressionou: fome no seio dos alunos que frequentam escolas em Portugal.

 

Escrevi mais ou menos assim:

 

lembrei-me de uma ocorrência a que assisti ontem na minha escola: um professor, pessoa que conheço há mais de 20 anos e que é um enorme profissional, que foi "humilhado" nos critérios para professor titular e que entretanto - e tanta é a saturação - já meteu os papéis para uma reforma com forte penalização, dizia, com a mais absoluta discrição, para uma das funcionárias do bloco onde ambos damos aulas:

 

vá, se faz o favor, com o meu cartão electrónico (sim, que na minha escola há cartão electrónico desde quase o século passado e não se continua à espera do anulado concurso que o actual ministério da Educação promovera para as escolas todas (mesmo para as que têm um sistema equivalente a funcionar há anos) em sinal do mais absoluto centralismo democrático e desnorte financeiro - e decerto que haveria uma dispendiosa cerimónia de celebração da ideia e depois do projecto e depois do... -) e compre uns lanches para dois alunos meus que quase não comeram hoje e que estão a desfalecer.

 

Mas, e como disse a ainda ministra da Educação, não é importante perder os professores desde que se ganhe a opinião pública. O que nos vale é que muitos dos professores preferem perder a ministra, e muitos dos encarregados de educação, e continuarem com os seus alunos. Tem sido assim ao longo de anos, como se sabe.

 

Mas que é precisa muita paciência, lá isso é.

 

exemplos e demissões

27.02.09

 

 

 

Chegou-me por email e fui ler a notícia a propósito da demissão do ministro da Justiça do actual governo de Espanha.

 

Depois de a ler, dei comigo a pensar: seria isto possível em Portugal (ou mesmo uma coisa parecida)? Tenho sérias dúvidas; e lamento que as tenha.

 

Ora leia.

 

Ministro espanhol da Justiça demite-se após escândalo

23 FEV 09 às 13:55

 

O ministro espanhol da Justiça demitiu-se na sequência de um escândalo relacionado com o seu encontro com Baltasar Garzon durante uma caçada. Mariano Fernandez Bermejo encontrou-se com este juiz quando estava em instrução um processo por corrupção que envolve elementos do Partido Popular.

O ministro espanhol da Justiça anunciou, esta segunda-feira, a sua demissão depois das críticas que lhe foram dirigidas por causa da gestão que fez de um escândalo de corrupção e da recente greve de juízes no país.

«Não posso tolerar o que está a ser feito contra aqueles de que estão a trabalhar pelos ideais do governo socialista», afirmou Mariano Fernandez Bermejo, que será substituído no seu cargo pelo actual secretário de Estado para as relações com o parlamento, Francisco Caamaño.

Bermejo tinha sido fortemente criticado, em particular pelo principal partido da oposição, o Partido Popular, por se ter juntado ao juiz Baltazar Garzon numa caçada no mesmo fim-de-semana em que o magistrado instruía um processo por corrupção que envolve elementos do PP.

Para esta demissão terá também contribuído o facto de o presidente do Congresso, José Bono, e o líder do Partido Socialista Basco, Patxi Lopez, também terem afirmado que esta caçada não tinha sido bem vista pelo PSOE, que ocupa o poder em Espanha.

Antes, o líder do PP, Mariano Rajoy, tinha reclamado a demissão de Bermejo, ao acusá-lo de instrumentalizar a justiça contra a direita, em plena crise económica e a alguns dias das eleições regionais em Espanha, marcadas para domingo.

O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, já tinha reafirmado a sua confiança no seu ministro da Justiça, tendo acusado o PP de procurar desviar as atenções da opinião pública para os graves problemas internos do partido.

Nessa altura, Bermejo tinha assegurado que não se iria demitir, uma vez que alegava que tinha aceite o seu cargo, «não por questões pessoais», mas por um projecto que iria defender «até ao fim».

O até agora ministro da Justiça sublinhou que tinha sido uma coincidência ter-se encontrado com Baltasar Garzon nessa caçada na Andaluzia e tinha reconhecido que tinha cometido um erro de julgamento e que não tinha uma licença apropriada de caça.

 

a luta segue dentro de momentos (12)

27.02.09

 

 

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Afinal uma das federações de sindicatos de professores integrada na plataforma sindical mantém a firme posição de exigir a suspensão do actual modelo de avaliação do desempenho.

 

Ora leia (os bolds são meus) e tire as suas conclusões. Choca-me, desde logo e apesar de tudo, o facto desta federação considerar que apenas os docentes contratados devem ser avaliados no presente ano lectivo (tenho, aqui, uma entrada sobre o assunto que lhe pode interessar).

 

 

 

FEDERAÇÃO NACIONAL DOS SINDICATOS DA EDUCAÇÃO (FNE)

Secretariado Nacional

Reunião de 25 de Fevereiro de 2009

RESOLUÇÃO



Revisão do Estatuto da Carreira Docente dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário


O Secretariado Nacional mandata a comissão negociadora para prosseguir o processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente, considerando incontornável que se respeite o compromisso de acabar com a inútil divisão dos docentes portugueses em duas categorias hierarquizadas, bem como com a existência de constrangimentos administrativos limitadores do acesso aos níveis remuneratórios mais elevados na carreira.
O Secretariado Nacional regista que, nas múltiplas reuniões que se têm efectuado nas escolas, se regista uma significativa adesão às propostas da FNE para estrutura da carreira e para avaliação de desempenho.
Assim, a FNE deve prosseguir o seu mais forte empenhamento no sentido de que as suas propostas se possam concretizar, conduzindo ao estabelecimento de princípios que contenham os elementos essenciais das propostas da FNE, até que se atinjam os objectivos nucleares pretendidos. (...)


Avaliação de desempenho do ME


O Secretariado Nacional considera que o modelo de avaliação de desempenho que o Ministério da Educação tem querido continuar a impor se revela cada vez mais fragilizado. 
Para a FNE, o reconhecimento de que o processo de avaliação tem decorrido num ambiente de forte perturbação e sem condições mínimas de qualidade, o que faz com que se revele francamente pior do que aquele que existia anteriormente e que o Governo quis substituir, deveria conduzir à sua imediata substituição.
Em nome da verdade, da justiça e da transparência, o processo deveria ser pura e simplesmente suspenso, sendo substituído pela metodologia adoptada no final do ano lectivo anterior e abrangendo apenas os docentes contratados e os que precisem de uma menção de avaliação para progredirem de escalão.

 

a luta segue dentro de momentos (10)

26.02.09

 

 

 

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FENPROF interpõe primeira providência cautelar referente à avaliação do desempenho

A FENPROF, através do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, entrega esta sexta-feira, dia 27 de Fevereiro, pelas 11.00 horas, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa, a primeira Providência Cautelar referente à avaliação de desempenho.

Com esta iniciativa junto dos Tribunais pretende-se parar com as orientações normativas que, sem fundamento legal, a Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE/ME) tem vindo a dar aos órgãos de gestão das escolas e agrupamentos. 
Depois de diversos mails que fez chegar aos conselhos executivos, a DGRHE/ME, com o seu texto de 9 de Fevereiro (que, abusivamente, também enviou para os endereços electrónicos da generalidade dos professores e educadores), depois de reconhecer que a apresentação de uma proposta de objectivos individuais (OI) pelos docentes é uma "possibilidade" que lhes é oferecida, vem, a seguir, afirmar que, "no limite", a não entrega inviabiliza a sua avaliação. Já antes, no mesmo texto, informa os presidentes dos conselhos executivos de que, em caso de não apresentação de OI, deverão notificar os docentes do incumprimento, bem como das suas consequências.

O que a DGRHE/ME nunca refere, nesta sua nota intimidatória, é qual o designado "limite", qual o fundamento legal para a eventual inviabilização da avaliação e quais as consequências e em que quadro legal se encontram previstas.

Ou seja, a DGRHE/ME empurra as escolas e os presidentes dos conselhos executivos para a prática de actos ilegais, enviando-lhes orientações que não clarifica nem fundamenta legalmente. É esta a razão por que os diversos Sindicatos da FENPROF avançarão com estas Providências Cautelares (sexta-feira em Lisboa, posteriormente, nas diversas regiões do país) e com os processos administrativos subsequentes.

A FENPROF convida os(as) senhores(as) jornalistas a acompanharem a entrega desta primeira Providência Cautelar.

O Secretariado Nacional da FENPROF
26/02/2009

a seguir com toda a atenção

26.02.09

 

 

 

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Aparelhos criam cérebros preguiçosos

 

Má reserva cognitiva pode acelerar a ocorrência de doenças neurodegenerativas. Crianças que só interagem com máquinas arriscam-se a sofrer de distorções verbais e até de epilepsia.
O uso desregrado das novas tecnologias pode ser meio caminho andado para uma má memória na velhice. O cérebro, não sendo um músculo, comporta-se como tal. Se não for usado, enferruja, alertam os especialistas.

“Se não se fizer alguma coisa já, teremos uma geração onde imperará a lei do menor esforço. Estamos a ficar escravos das máquinas. Sem estimulação, o cérebro ficará mais preguiçoso”, alerta Manuel Domingos, coordenador da Unidade de Neuropsicologia do Hospital Miguel Bombarda, em Lisboa, e presidente da Comissão Científica da Sociedade Portuguesa de Neuropsicologia.

O cérebro parece estar a cair em desuso para muitas tarefas. Graças ao telemóvel, não é necessário memorizar números. As caixas registadoras fazem os trocos, enquanto o GPS retira a necessidade de ter “mapas mentais” ou pontos de referência. Poupa-se no cálculo e no raciocínio e corre-se o risco de alterar o funcionamento do cérebro, gerando massas cinzentas apáticas, atrofiadas.

Para o neuropsicólogo, as crianças são o grupo de maior risco. Na escola, o cálculo mental anda muito substituído pela calculadora. Em casa, são as consolas, os computadores e a televisão que captam as atenções, porque é mais seguro brincar em casa ou por falta de tempo dos pais, mergulhados nas lides domésticas.

Os circuitos cerebrais envolvidos na interacção com os outros ficam relegados para segundo plano, critica, por seu turno, Ana Queiroz, psicóloga no Porto. A má socialização, o isolamento, as distorções verbais, a dificuldade em interpretar mensagens verbais e de expressão são algumas das consequências nocivas para as crianças decorrentes dos excessos. A estes malefícios acrescem os casos extremos de fotossensibilidade, que podem até descarrilar em crises de epilepsia, quando os monitores passam a ser a única companhia diária.

 

“A culpa é da sociedade e dos planos de ensino, pelo mau uso que se dá às novas tecnologias e por não se estimular mais o cálculo mental. A escolaridade básica está a ficar muito dependente, escrava da maquinaria”, diz o neuropsicólogo Manuel Domingos.

 

 

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