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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

da generosidade

24.01.09

 

 

 

(fotografia obtida no blogue "A educação do meu umbigo",

com a devida autorização)

 

 

 

Depois das três históricas manifestações do ano de 2008 (a da indignação a 8 de Março, a da razão a 8 de Novembro e a da lucidez a 15 de Novembro) estivemos hoje na "manifestação da generosidade" em frente ao Palácio de Belém.

 

Saímos das Caldas da Rainha pelas 12h30 e demos boleia a um colega e amigo. Ainda passámos pelo centro da capital para dar um beijo à nossa filha e lá seguimos para o local da concentração. Chegámos a Belém por volta das 14h45 e tivemos a sorte de estacionar ao fim de uns cinco minutos.

 

A zona escolhida para o "manifesto da generosidade" garantia a presença de cerca de 3.000 professores, como mais tarde viemos a apurar. Foram umas três horas muito bem passadas. Apesar do desgaste desta longa luta (várias manifestações, duas greves e muita tecla debitada), a atmosfera transmitia dois sentimentos fundamentais: a vontade de resistir e de lutar e a consciência do dever cumprido.

 

Encontrámos muitos amigos e colegas. Tive uma particular satisfação em encontrar alguns dos companheiros desse "perigoso submundo" que é a blogosfera: reencontrei o Paulo Guinote, o Francisco Santos e o Francisco Trindade e pela primeira vez conversei ao vivo com o Ramiro Marques.

 

Antes do regresso a casa ainda comemos uns agradáveis pastéis de cerveja (os de belém tinham uma fila interminável).

ler e meditar

24.01.09

 

 

 

 

 

Leio no excelente blogue do Francisco Santos, aqui, a seguinte sugestão: ler e meditar.

 

Há um detalhe no meio de toda esta luta dos professores que nunca desprezo: sabemos bem pelo que lutamos e nunca nos esquecemos de quem iniciou as hostilidades recentes: mas o polvo tentacular que asfixia o privilégio de ensinar através do muro de burocracia que parte do ministério da Educação e que se alastra à restante máquina administrativa é não só um indústria que move milhões como está presente, de modo siblino e sub-reptício, no meio de nós.

 

Importa, por isso, renovar a atenção e centrar a discussão no essencial: estatuto da carreira, avaliação do desempenho, gestão escolar e escola pública de qualidade para todos.

 

A discussão pode ser jurídica (e é mesmo fundamental que o seja), mas a componente política e técnica é o primeiro patamar.