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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

impressões dos dias seguintes (reedição)

23.11.08

 

Continuo muito atento aos desenvolvimentos sobre a torrente, política e técnica,

incompetência técnica sustentada por uma atitude política apressada?
incompetência técnica sustentada por uma atitude política intencional?
o tempo, veloz e inaudito, encarregar-se-á, ou não, de esclarecer,

que ameaça abater a situação profissional dos professores portugueses: também a minha, portanto.

 

Vi, dois dias depois da célebre manifestação, as declarações de Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof: saía duma reunião com um dos secretários de estado da Educação e falava de sinais de flexibilidade no reaberto processo negocial.

Vejo, hoje, dia 12 de Março de 2008, numa conferência de imprensa da equipa que governa o ministério da Educação, um sinal de que tudo deve ficar como está. Começou, a senhora ministra, por dizer: "tem de simplificar-se o processo e retirar a referência aos objectivos".

Depois, voltou aos já conhecidos e estafados argumentos. Estranho, muito estranho.

Teremos um governo entrincheirado atrás de uma ministra?
Teremos uma ministra, plenamente convencida dos seus "justos" argumentos, em roda livre e a "lutar" contra tudo e contra todos?
Qualquer das situações seria uma coisa descomunal, já se vê.

Nem o imperativo de ter de avaliar-se, no presente ano lectivo, apenas 7 mil professores serve de sinal: um só professor, nesta situação, exige que uma escola tenha de montar o diabólico processo. Ideia imberbe, claro está.

De seguida, vejo de novo Mário Nogueira, a dizer mais ou menos o seguinte: "ontem, o senhor secretário de estado deu sinais de flexibilidade e hoje a senhora ministra vem recuar nesse propósito negocial. Só esperamos até sexta-feira. Caso contrário: está na hora, está na hora, da ministra ir embora". Assim mesmo, pelo menos no que toca ao refrão com que concluiu a sua breve intervenção.

Parece-me que deram-se passos gigantes com o processo que exigiu a inédita e impressionante manifestação:

uniram-se, como nunca, os professores;
esclareceram-se os principais constrangimentos de todo este processo;
mudou uma parte esmagadora da opinião publicada.

A luta deve continuar: está quase tudo por fazer. Pela minha parte, estou aqui.






(Reedição. 1ª edição em 12 de Março de 2008.
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