Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

da contrição

17.11.08

 

 

 

Vejo as notícias televisivas e leio nas palavra da ainda ministra da Educação uma espécie de acto de contrição. Se bem me lembro, já o começou a fazer um dia destes em plena Assembleia da República quando pediu desculpa aos senhores professores.

 

Já por aqui citei, por diversas vezes, o livro de Amos Oz "contra o fanatismo" quando apelava à tolerância como modo de unir os professores. Mas da leitura do genial escritor, também aprendemos que há momentos em que temos de separar as águas e ser firmes nas convicções.

 

A ministra da Educação e a sua diabólica equipa, e quem apoiou as suas políticas com conhecimento de causa, não merecem qualquer perdão. Não aceito outra coisa que não seja a suspensão do modelo de avaliação dos professores e a necessária construção de um outro.

 

Mas mais: há muitos outros diplomas que, a seu tempo, deverão ser também revistos ou revogados.

 

Por tudo isso, a senhora ministra da Educação não merece que lhe peça outra coisa a não ser que se demita. O desrespeito a que os professores foram votados é inqualificável e não merece qualquer tipo de perdão.

a sociedade em rede (reedição)

17.11.08

 




- Pensas que sou um homem culto e instruído?

- Com certeza - respondeu Zi-gong. - Não é?


- De modo nenhum - disse Confúcio.
- Simplesmente descubro o fio da meada.

 


Sima Quian, "Confúcio".



Recomenda-se à actual Srª Ministra da Educação. Se pensava que o tinha encontrado, o quê? Sim, o fio da meada, francamente, não percebeu nada, parece-me; e, muito sinceramente, gostava de estar enganado.
Do modo como as propostas e as declarações se vão sucedendo, a Srª Ministra não presta uma homenagem a Confúcio mas destina-a ao confusionismo.

Sociedade sem rede, literalmente. E o que nós precisávamos: de rede, com e sem plano tecnológico, e de quem conhecesse o fio da meada.




(reedição. 1ª edição em 7 de Outubro de 2006)