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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

intermitências na queda do monstro (1)

26.10.08

 

 

Decidi abrir um nova rubrica, "intermitências na queda do monstro", para a publicação de novos desenvolvimentos na luta que opõe a maioria do professores portugueses ao ministério da Educação. Já tinha aberto uma outra rubrica, que intitulei de "esboroar do monstro", onde dou conta do que me vai chegando no sentido de mais um empurrão à queda sem fim do assombro.

 

Mas, e como se sabe, a luta é longa e acontece-lhe o mesmo que nas aprendizagens: nem tudo é linear, não se caminha sempre em frente, por vezes recua-se e há mesmo momentos em que parece que tudo se está a perder. Mas também aparecem surpresas e quando menos se espera dão-se verdadeiros saltos em frente. Nesta rubrica serão publicadas todas as ideias que os meus critérios indiquem o seu enquadramento nas premissas definidas.

 

Sabendo tudo isso, e estando consciente das dificuldades, relevo como factor determinante dois aspectos imperativos: a razão dos professores (o caminho percorrido já leva feridos que cheguem) e a necessidade de se unir esforços.

 

Chegam-me ecos de alguma perplexidade com a tomada de posição recente dos movimentos. Não olharia os factos desse modo: aguardaria pela reunião de 29 de Outubro (entre os sindicatos - todos? - e os movimentos) e construiria a partir daí um discurso mais informado e inteligível.

 

Bem sei que o "29 de Outubro" já deveria ter ocorrido. Mas as coisas são como são. Vamos acreditar na boa-fé de todos os envolvidos e pugnar por um registo de sensatez e de tolerância onda deve imperar o mais escrupuloso respeito pelas idiossincrasias de cada um.

esboroar do monstro (10)

26.10.08

 

 

 

Nem sei o que é que se há-de escrever perante uma coisa destas. Sabemos das dificuldades financeiras em que navegam, desde sempre, as escolas públicas. Mas, francamente: estas pessoas ensandeceram ou estão contaminadas pelas acções de formação que por aí se têm realizado.

 

Leia bem: isto é um objectivo individual da avaliação do desempenho de professores.

Pode clicar na imagem se não conseguir ler bem.

 

 

 

O problema de fundo é o que sabe: o chamado "perfil funcional" dos professores que considera as estafadas quatro dimensões. E não pode ser assim: três das dimensões são do domínio da avaliação da escola e uma dimensão - ensino e aprendizagem - do domínio da avaliação do professor. E isto é apenas um ponto de partida. Depois temos de voltar a colar a carreira e tratar de muitos outros assuntos.