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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

navegando

20.10.08

 

 

 

Já por aqui dei conta: os textos de José Luiz Sarmento despertam-me uma atenta leitura. Passo sempre pelo seu blogue e apanho, por vezes, alguns comentários seus noutros espaços da blogosfera.

 

Navegando na sua órbita, encontrei duas peças que merecem partilha. Numa delas, faz uma análise a uma entrevista, da actual ministra da Educação, que eu desconhecia. Da leitura do post de José Luiz Sarmento só consigo interrogar-me com algo que sempre suspeitei: como é que uma pessoa que pensa assim, ocupa o cargo que se sabe, em pleno século XXI, num governo do partido socialista?

 

Na outra, escreve em poucas palavras aquilo que muitos não se cansam de pensar. 

 

Comecemos pela análise da entrevista:

 

 

"Esta senhora, quanto mais fala, mais se enterra. Desta vez falou com a Visão. Eis alguns pontos em que deixou transparecer uma mentalidade que roça a abjecção:

"A escola não é para passar o tempo, é para as pessoas se qualificarem": Errado, senhora Ministra; errado, perigoso, criminoso, desumano: uma afirmação que só podia sair da boca dum bárbaro. A escola não é para as pessoas se qualificarem, é para as pessoas aprenderem. A qualificação vem por acréscimo, e ainda bem que vem: mas um professor que se preze forma pessoas, não fabrica mão-de-obra...

 

"...Essa história do tempo para brincar é uma história nova, que surge agora com a escola a tempo inteiro." Nova, senhora Ministra? Só se for para quem aterrou agora na Terra vindo de Marte, que é a impressão que a senhora dá."

 

 

Pode encontrar aqui a totalidade da análise. Olhe que vale muito a pena o clique.

 

 

Sobre a discussão à volta das duas manifestações de professores, José Luiz Sarmento dá um conselho:

 

 

"Um conselho de amigo aos sindicatos: meçam forças com a ministra, não meçam forças com os professores. Os movimentos difusos vieram para ficar, vão acabar por vencer, e se nessa altura os sindicatos estiverem do lado institucional (ou seja, o da ministra) vão ficar entre os derrotados. Não peçam aos professores que se juntem a vocês: juntem-se vocês aos professores. Marquem a manifestação para o dia 15. E se quiserem pôr-se à frente, nós até deixamos, como deixámos a 8 de Março."

 

 

 

 

(Quer ler o que já escrevi sobre educação?

Clique aqui.)

 

atropelamentos

20.10.08

 

 

As mortes por atropelamento impressionam-me sempre. Faz agora cerca de um ano, quando recebi a notícia da morte do avô de uma sobrinha minha por afinidade. Não conhecia o senhor mas tinha ouvido falar bastante sobre a sua vida: cheia de peripécias interessantes e em que as actividades involuntariamente mais arriscadas tinham sido uma sina. Era um homem de mais de 90 anos e mantinha uma invejável energia.

 

Morreu atropelado. Vivia nos arredores da cidade de Leiria, uma zona rural, e atravessava, na passadeira, uma estrada secundária e muito pouco movimentada. Um condutor, jovem e conhecido da família, fez, em excesso de velocidade, uma ultrapassagem no local também destinado aos peões e provocou o trágico acidente.

 

Que raio de coisa. Passado este tempo, e nem sei bem porquê, surge-me à memória esta trágica ocorrência.

 

 

 

(Quer ler o que já escrevi sobre educação?

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