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Correntes

em busca do pensamento livre

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a garra de filipa

14.10.08

 

 

 

 

Escusam de dizer que somos uns pais babados. "A garra de Filipa" é o título de uma entrevista que se pode encontrar num dos sítios da internet que mais se dedica aos assuntos do surf: o www.surftotal.com .

 

Para evitar naturais parcialidades, resolvi colar o conteúdo da conversa e deixar-vos uma impressão que nos enche o coração.

 

 

 

"Com 22 anos e apenas 4 anos de surf, Filipa tem mostrado uma evolução impressionante, construída com muita garra, dedicação e força de vontade. A estudar no 5º ano de Engenharia Electrotécnica e de Computadores, no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, Filipa é a prova viva que se pode conciliar o surf-competição com os estudos e ter sucesso em ambos! 
Começou a surfar aos 18 anos, o que muitos consideram relativamente tarde, mas não deixou que isso a afectasse e conseguiu mostrar às pessoas que nunca é tarde de mais para aprender, evoluir e concretizar os nossos sonhos.
Ambiciosa, focada e concentrada são alguns dos traços da sua personalidade. E, como a própria diz, “as contas fazem-se no fim. Apenas tento dar o meu melhor em cada heat e assim vou continuar”.

 

 


 

Nome – Filipa Isabel Rodrigues Prudêncio
Patrocínios – Rip Curl, DC shoes, On a Mission, Surfoz Surfshop e Koalasurfboards.
Melhores resultados – 1º Open 08 Porto, Campeã Universitario 08, 10 ranking europeu 08
Picos preferidos – Lagide, Ribeira d'Ilhas
Hobbies - Nadar, correr, ouvir música, cinema, sair com os amigos e estudar.
O que significa o surf na tua vida? 
Para mim o surf já não é um simples desporto, como outros que faço, já é o meu estilo de vida e influencia muitos os meus dias. 
Como definirias a tua relação com o mar?
Eu sempre gostei, desde muito pequena, de estar perto do mar. Faz sentir-me bem, transmite-me paz e tranquilidade. É perto do mar que encontramos as paisagens mais bonitas do oeste e, claro, é onde pratico o desporto que mais gosto.
Como definirias a tua personalidade? 
Acho que sou uma rapariga determinada, ambiciosa e lutadora. 
Como é o teu dia-a-dia? 
Durante a semana estou em Lisboa e tenho aulas todos os dias no Instituto Superior Técnico. As minhas semanas variam consoante os laboratórios, mas sempre que posso vou até à praia. Normalmente, faço surf duas vezes por semana e costumo ir até à Costa ou à Ericeira. Durante o fim-de-semana vou para as Caldas da Rainha, onde vivem os meus pais, e aí surfo em Peniche ou na Foz do Arelho.
És uma surfista com uma evolução enorme para tão pouco tempo de surf. Na tua opinião, a que se deve tão rápida evolução? 
Desde cedo que tive muito contacto com o mar, nunca tive medo, e sempre estive muito à vontade. Como fiz bodyboard antes de começar a fazer surf, talvez tenha ajudado a saber ler o mar e a posicionar-me no pico. 
Que conselhos técnicos darias a essas meninas que estão a aprender a surfar? 
O surf é um desporto que tem de ser praticado com muita intensidade, ou seja é necessário dedicação, esforço e, para isso, é preciso gostar mesmo de fazer surf.
Dá para ver que gostas muito de competir e és uma excelente competidora. Como encaras a competição? 
Em todos os desportos que fiz sempre gostei de competir. Encaro a competição como um desafio e como um dia diferente. É algo que me faz sentir útil e é muito importante para evoluir.
Qual a vitória que te soube melhor? Porquê? 
Talvez a vitória deste ano no nacional, no Porto, porque é o campeonato mais importante a nível nacional. Mas todas as outras têm o seu valor. Não é por serem menos cobiçadas que não nos dão uma grande alegria. Ganhar é sempre bom. 
Tens treinador? Que trabalho fazem em conjunto? 
Não tenho treinador e não faço trabalho nenhum específico. Para ter treinador é preciso pagar (ahahaah), mas acho que é muito importante para a nossa evolução.
Que aspectos pensas que poderiam ser melhorados no surf feminino em Portugal? 
Acho que está no bom caminho. Neste momento não sugiro nada.
Qual a tua opinião do apoio que os patrocinadores dão às surfistas femininas em Portugal
Penso que os patrocínios dão confiança e maturidade às atletas. Para além deste aspecto, o apoio técnico ajuda a evoluir, tal como as viagens para sítios com altas ondas!
Que precisarias para começar a competir mais regularmente em provas internacionais, quem sabe até correr o circuito WQS? 
Neste momento não posso ir a muitas provas internacionais, porque estou a tirar um curso e, tanto para os meus pais como para mim, as prioridades são para cumprir. Para além disso, tenho um futuro para organizar que depende do que estudo e do que trabalho. Mas como adoro surfar e competir, este ano corri o Europeu. 
Estás a tirar um curso universitário. Como consegues conciliar o surf com os estudos? 
Pergunta da praxe!! Bem, organizo as minhas semanas, vejo o que tenho de estudar e quando posso surfar. Sempre que estou dentro de água , concentro-me, porque sei que não vou ter tempo no dia seguinte, por exemplo. Faço o mesmo quando estou a fazer um trabalho. Por vezes, surgem algumas restrições, como meses inteiros em exames; e aí não surfo mesmo.
Sabemos que o teu pai tem um blog onde inclusive demonstra sempre um grande orgulho pela filha a surfar. Os teus pais apoiam-te muito? 
Os meus pais apoiam-me no surf como em qualquer outro desporto, porque faz muito bem à saúde. Mas é um apoio racional, são as primeiros a dizer para não faltar às aulas para ir fazer uma viagem ou para ir a um WQS. É, portanto, um apoio dentro do que eles acham certo.
A tua maior inspiração?

Gilmore!
Que sonhos ambicionas ver realizados? 
Viagens. Gostava muito de ir às Maldivas, ao México e à Indonésia.
Que livro estás a ler?

Um policial.
Um filme que te marcou?

Rei Leão. 
Se pudesses realizar um sonho neste momento qual seria?

É pessoal.
Agradeces a..

A todos os meus patrocinadores, à família e aos amigos !

  

 

o eduquês é a letra dos entendimentos

14.10.08

 

 

Sou sindicalizado desde sempre e não tenciono cortar essa ligação, pelo menos para já. Mas não há mais paciência para certas coisas. Inenarrável. Imaginem a balbúrdia que seria se alguém pusesse esta coisa - qual? o texto que vai ler daqui a um bocado - em prática e a frequência de reuniões de agenda repetida que esta coisa exigia. Esta gente ensandeceu e nem deve ter percebido que a sociedade é a da informação, do conhecimento e da democracia. Ou então, sabe-se lá: fogem a sete pés da escola e do exercício nobre de se ser professor. Não vou estar com meias palavras: incompetência, ignorância e um grande atrevimento - será que estas pessoas imaginam sequer os sistemas de informação que muitas escolas utilizam para a sua organização? e será que estas pessoas têm alguma ideia sobre autonomia e responsabilidade? -.

 

É caso para dizer: em eduquês nos entendemos, ou seja, um contributo para se perceber os entendimentos que se assinam.

 

 

Proposta alternativa de avaliação de desempenho elaborada pelo Grupo de Trabalho do SPGL:
"O docente deve actualizar o seu portefólio todas as semanas, incluir nele tudo o que considerar significativo no seu percurso o que não significa incluir todos os materiais e documentos produzidos. Deve acompanhar os elementos inclusos das respectivas reflexões que deverão ser pertinentes mas breves. A construção deste instrumento quer-se reflexiva e progressiva. 
O processo de elaboração do PRADD deve ser acompanhado e partilhado por todos os elementos de um departamento ou conselho de docentes que reunirão expressamente para o efeito (de acompanhamento/regulação) sempre que necessário e pelo menos uma vez por trimestre.
Proposta de menção:
Em final de escalão, o docente avaliado elabora proposta de menção fundamentada que inclui no PRADD e faz debate com o respectivo departamento/conselho de docentes no sentido deste elaborar o seu parecer.
O parecer do departamento/conselho de docentes acompanhará, sempre, a proposta do docente seja favorável ou não.
O parecer do departamento/conselho de docentes deve ser considerado pelo docente e pode levá-lo a alterar a sua proposta mas não é vinculativo podendo o professor assumir a sua proposta individualmente e fazê-la chegar à C.C.A.D.D. Em todo o caso, a proposta do docente é sempre acompanhada do parecer do departamento/conselho de docentes.
Cabe à C.C.A.D.D. o veredicto final, aceitando ou alterando por excesso ou defeito, de forma fundamentada, a proposta do docente."