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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

escolas de lisboa

08.09.08

 

Queixa-se, a vereadora da educação da câmara municipal de Lisboa, que a rede de escolas da capital é a pior do país. Pudera. É só inquirir os responsáveis políticos sediados em Lisboa, dos partidos do poder e dos da oposição, a propósito das escolas que os seus educandos frequentam.

A capital do país desprezou, durante anos, as escolas públicas. Os nossos responsáveis matriculavam, e matriculam, os filhos em estabelecimentos de ensino da iniciativa privada: fazem-no pelas mais variadas razões: estatuto social - assim não se "misturam" -, horários escolares mais abrangentes e crença na prevalência de qualidade da iniciativa privada sobre a "gasta" generosidade do serviço público.

Assim, perdeu-se a necessária exigência que os encarregados de educação mais informados e mais próximos dos centros de decisão devem exercer sobre o poder político, no sentido da renovação sistemática e continuada do parque escolar. É esta a triste realidade que nos envergonha e que empurra a nossa educação para os últimos lugares na hierarquia das verdadeiras prioridades: muito atrás, até, dos lugares ilustrados pela imagem que escolhi para acompanhar estes meus escritos.

A hipocrisia atinge níveis impensáveis: a degradação da rede de escolas da capital é generalizada: as instituições privadas, é só visitá-las, mesmo as mais caras, obedecem aos mesmos critérios de falta de qualidade: distinguem-se, apenas, pela promoção da referida ghetização. Está quase tudo por fazer.