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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

persépolis

19.08.08

 


Já, por aqui, dei nota do meu fascínio pelo cinema iraniano, nomeadamente pela obra de Abbas Kiarostami.

Sei que o cinema não retrata com rigor a atmosfera que se vive num país. Mas através do cinema de Kiarostami, aprendi a conhecer melhor alguns aspectos da vida no Irão.
 
Fui sempre surpreendido e constatei a universalidade da condição humana. Deparei com muitas semelhanças com a situação que se vive nas sociedades ocidentais.

Agora, o cinema ocidental espanta-se com Presépolis. Com direcção de Vincent Parannaud e de Marjorie Satrapi, que assina a realização, o Irão surpreende-nos com um filme de desenhos animados. É a história de uma miúda iraniana - a história autobiográfica de Marjane Satrapi - de nove anos, muito inteligente e que sonhava ser profetisa. A sua ousadia transforma-se num problema e a rapariga acaba por ter de deixar o Irão. Filha de pais cultos e sensíveis, cresce durante a Revolução Islâmica, mas vai viver para a Áustria para "sobreviver" ao regime ultraconservador de seu país.

Um lado do Irão que importa conhecer. Principalmente, quando se teme que o descontrole de uns poucos resulte em mais um massacre de milhões de inocentes. A imperativa força do conhecimento.



 

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