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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

sebastião salgado

27.08.08

 





As fotografias de Sebastião Salgado provocam-me um sentimento de alguma incompreensão para com o fotógrafo: "se estavas lá porque é que não ajudaste em vez de te pores a fotografar?".

Sei que talvez não seja justo e mais do que isso: as fotografias do artista brasileiro são importantes e podem ajudar a melhorar algumas situações.

A fotografia que escolhi foge ao habitual: não choca de imediato mas, passado um bocado, até provoca arrepios: basta pensar um pouco.

frida kahlo e o tango

24.08.08

Já, por aqui, dei conta do filme que despertou-me o interesse pela obra de Frida Khalo. Encontrei um pequeno vídeo que retrata alguma da atmosfera da fita cinematográfica. Pode ser que também entusiasme o meu caro leitor. E tem um pequeno, grande, pormenor: dança-se ao som do Tango, o estilo musical que inspirou um enorme compositor: Ástor Piazzolla. É só um minuto e quarenta e cinco segundos.

 

persépolis

19.08.08

 


Já, por aqui, dei nota do meu fascínio pelo cinema iraniano, nomeadamente pela obra de Abbas Kiarostami.

Sei que o cinema não retrata com rigor a atmosfera que se vive num país. Mas através do cinema de Kiarostami, aprendi a conhecer melhor alguns aspectos da vida no Irão.
 
Fui sempre surpreendido e constatei a universalidade da condição humana. Deparei com muitas semelhanças com a situação que se vive nas sociedades ocidentais.

Agora, o cinema ocidental espanta-se com Presépolis. Com direcção de Vincent Parannaud e de Marjorie Satrapi, que assina a realização, o Irão surpreende-nos com um filme de desenhos animados. É a história de uma miúda iraniana - a história autobiográfica de Marjane Satrapi - de nove anos, muito inteligente e que sonhava ser profetisa. A sua ousadia transforma-se num problema e a rapariga acaba por ter de deixar o Irão. Filha de pais cultos e sensíveis, cresce durante a Revolução Islâmica, mas vai viver para a Áustria para "sobreviver" ao regime ultraconservador de seu país.

Um lado do Irão que importa conhecer. Principalmente, quando se teme que o descontrole de uns poucos resulte em mais um massacre de milhões de inocentes. A imperativa força do conhecimento.



 

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kunstbar

16.08.08

 


Tenho recebido imensos mails por esta altura e o tema não varia: o assunto dos professores. Claro que muitos repetem-se. No meio de tanta informação mimética, mas nem por isso menos importante, lá vinha um mail de uma pessoa muito parca neste tipo de exercício. Abri-o, como sempre o faço, e dei, como é habitual, com mais uma pérola.

Se o meu caro leitor gosta de história de arte, ou mesmo que não goste, passe pelo Kunstbar: um bar do outro mundo (demora um bocado a abrir, mas depois...).



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irs só para professores

09.08.08



 

A linguagem da economia inundou a nossa vida e a educação não foge a isso.





Termos como:

é uma mais valia para os alunos, é uma mais valia para os professores, é uma mais valia para os funcionários, formação creditada, escola a tempo inteiro, modelo de avaliação centrado na contenção orçamental, debitar informação, custos de formação, políticas despesistas, utilidade da filosofia, inglês no primeiro ciclo, professor titular, agrupamentos de escolas, cheque ensino, festa de finalistas desde o jardim de infância, ensino privado, enriquecimento curricular, certificação e validação de competências, micro-gestão a partir do Terreiro do Paço, “produção” de alunos de qualidade, nível socio-económico do aluno, especialistas na matéria com créditos firmados ao nível internacional, "eduquês" uma industria que move milhões...





E não resisto. Confesso que tenho recorrido ao imposto sobre os rendimentos singulares (IRS), com uma ligeira demagogia à mistura - nem diria demagogia, chamar-lhe-ia exagero metafórico -, para argumentar contra a avaliação do desempenho dos professores.

Quando converso com os defensores acérrimos do diabólico modelo, digo-lhes isto: "imagina que vais entregar a tua declaração do IRS por via electrónica e que dizem-te: não pode ser. Desta vez deve fazê-lo do modo analógico (declaração em papel) por que passa a ser lei. E mais, passa a ter de o fazer todos os dias".
Os que são professores e que estão "distraídos" ficam atónitos e os que não o são atónitos ficam. Passam a duvidar e têm razão para ao menos isso, convenhamos.






Histórias antigas. Vícios velhos.

Segue-se um pequeno vídeo, cerca de 7 minutos, cuja música tanto ouvi e que tem um ilustrador e eloquente início: ora clique.















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cat stevens

06.08.08

 


Quem não se lembra de Cat Stevens?

 

Pode recordar, em 3 minutos, o célebre Morning Has Broken (o acesso foi corrigido, com um obrigado ao Jorge Santos).

 

Ora clique.

 

 

 

 

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