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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

surpresa ou talvez não

24.07.08

 



Algures no ciberespaço, pode ler-se:

«O sistema de saúde norte-americano é o mais caro do mundo mas análises comparativas não cessam de mostrar que os seus resultados ficam atrás dos de outros países», refere o estudo, publicado pelo Commonwealth Fund, um instituto independente.
O estudo compara os sistemas de saúde da Austrália, Canadá, Alemanha, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos.
«Os profissionais de saúde dos Estados Unidos dizem muitas vezes que o seu sistema é o melhor do mundo, sem provas científicas que apoiem esta afirmação. É um pouco como a rainha no conto de fadas da Branca de Neve: os norte-americanos olham para a sua própria imagem ao espelho sem tomarem em conta qualquer comparação internacional», dizem os autores do estudo, significativamente intitulado «Mirror, mirror on the wall» (Espelho meu, espelho meu).
Em termos da qualidade de acesso, de eficácia e de equidade, o sistema de saúde norte-americano fica sempre em último lugar entre os seis países analisados.
A Alemanha ocupa o primeiro lugar no que toca ao acesso e à qualidade dos cuidados prestados, enquanto o Reino Unido é o melhor nos critérios de equidade no acesso e de eficácia dos serviços.
«Os Estados Unidos são a única nação do estudo que não assegura o acesso universal à saúde (...). à luz do que se gasta em saúde nesse país, poderia esperar-se o melhor e o mais eficaz dos sistemas», nota a presidente do Commonwealth Fund, Karen Davis.
Cerca de 45 milhões de norte-americanos, 15 por cento da população, não tem seguro de saúde.
As despesas com serviços de saúde por habitante nos Estados Unidos são mais de duas vezes superior ao da média das despesas nos países da OCDE - 6.102/ano contra 2.571 dólares, segundo as contas do Commonwealth Fund.


Surpreendido, meu caro leitor?