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Correntes

em busca do pensamento livre

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júlio resende quartet no ccc

07.07.08

 

 

 

 

Passei uma parte da noite de ontem, dia 5 de Julho de 2008, a assistir a mais um concerto de jazz no pequeno auditório do CCC nas Caldas da Rainha. Gosto muito daquele espaço. Já lá vi cinema e teatro. O auditório é muito acolhedor e reúne excelentes condições acústicas.

 

Júlio Resende, um pianista que me deixou uma excelente impressão, envolveu-se muito bem com o piano e com os temas e conseguiu uma sonoridade muito melodiosa. Dá ideia de que estamos na presença de um músico com enorme potencial: gostaria de o ouvir a solo e durante uma boa hora.

 

Tocou composições do seu álbum "Da alma" e fez uma incursão ao tema principal da banda sonora do filme "Magnólia".

 

Júlio Resende esteve sempre bem acompanhado. Este quarteto é composto por Zé Pedro Coelho (saxofone tenor e soprano), por João Custódio (contrabaixo) e por João Rijo (bateria). São 4 jovens músicos que prometem. Isso deixa-nos com fundadas esperanças no futuro da música tocada por portugueses. Tenho visto muitos concertos executados por jovens e começo a convencer-me que houve um salto qualitativo bem significativo, sem querer ferir a excelência dos músicos que conhecemos e que gostamos muito de ouvir. Mas é importante que se crie uma base alargada de modo a que todos possam fazer ainda melhor. Assim consigam reunir condições para desenvolver os seus propósitos. Em todos esses concertos, os grupos têm exibido um bom elenco de temas próprios.

 

No sítio da internet do CCC pode ler-se:


"Júlio Resende tem também um background na música clássica mas cedo descobriu que não ficava satisfeito em ser apenas um intérprete de peças musicais em que não pudesse improvisar.
Decidiu então estudar e trabalhar com os melhores mestres do Hot Clube, New School for Jazz and Contemporary Music, a Berklee College of Music e a Bill Evans Academy entre o tempo que passou na Université de St. Denis em Paris.
“Da Alma” (“From the Soul”) foi o primeiro disco deste quarteto, lançado no final de 2007, e é uma estreia muito promissora.
Enraízado na tradição, mas com uma abordagem criativa, aberta e moderna, a sua música é brilhante, colorida, sedutora, intrincada e bela. O músico tem um talento natural para a melodia.
Vamos assistir a balanços rítmicos de territórios ao Sul - Júlio Resende, de origem algarvia e pleno de Sol oferece-nos um "seu" modo de tocar piano original, por onde se vão espraiando melodias, pulsações e um balanço que só dele poderiam fluir.
Por isso, será de suspeitar, porque é que não seguiu uma carreira na música clássica, ele que tem a formação necessária para tal.
Segundo conta, os seus professores exasperavam-se com o facto de em plena interpretação de uma peça de Bach os seus dedos se libertarem da mente e começarem a improvisar sobre o tema.
O jazz tinha mesmo de lhe surgir ao caminho, e o certo é que se tornou num dos seus mais conceituados praticantes em Portugal.
“Não há nada pior do que o silêncio”, disse numa entrevista o mestre Júlio Resende, pintor entre os primeiros da história da arte portuguesa.
E se dúvidas houver quanto à sua capacidade de expressar o indizível, atente-se na belíssima versão que fez de “Wise Up”, tema que foi buscar ao filme “Magnolia” e incluiu no seu primeiro álbum a solo".

 

Gostei, valeu e recomendo.

 

 

Encontrei apenas um vídeo com Júlio Resende. É uma falha que deve ser colmatada.

Tem 7 minutos e é em tom noticioso: Júlio Resende, e um seu trio, na altura, tocava com Perico Sambeat.

 

Ora clique.