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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

a matemática, de novo, no telejornal

04.07.08

 

 

 

 

E está uma pessoa interessada em saber como vai o país e o mundo, quando aparece a actual ministra da Educação, em pleno telejornal da RTP 1, a explicar o milagre da melhoria dos resultados nos exames do 12º ano, na disciplina de matemática. É uma polémica que enjoa e que só está ao alcance de países muito pouco desenvolvidos.

 

Faz dois anos que escrevi o seguinte noutro post sobre o mesmo assunto: 

 

"Outro dia dei com a senhora ministra da educação em pleno telejornal. Apressou-se a exibir o seu regozijo com a eficácia das aulas de substituição e com o "plano da matemática": dizia, eu ouvi, que já se notam os resultados: o sucesso nos exames de matemática do 12º ano, são, este ano, prova disso. Fiquei estarrecido. É grave: se uma ministra tem este atrevimento e revela tanta imaturidade científica e pedagógica, então, meu caro leitor, está tudo explicado. É escusado dizer, mas uma semana depois a senhora ministra é desmentida por mais dados: os alunos do 9º ano nunca tiveram resultados tão fracos nos exames de matemática".

 

 

Já não há muita pachorra. Desta vez digo ainda: a senhora ministra advoga, para justificar a melhoria dos resultados e quando confrontada com as teses do facilitismo, com o plano da matemática. Sabe-se que este plano tem dois anos de realização e está centrado no ensino básico: ora, se os alunos estão no 12º ano, é de todo impossível que tenham beneficiado deste tipo de medidas. E mesmo que o tivessem, melhorias asssim só por evento sobrenatural.

 

É grave. E depois já se sabe como é: basta passar pelos espaços especializados para ler inúmeros depoimentos de professores indignados com este tipo de demagogia. Estamos, realmente, num momento muito mau.

 

o estado da arte

04.07.08

 

 

Encontrei um vídeo que pode retratar o estado da arte nos tempos em que vivemos. Pode ajudar a perceber muito daquilo que se passa no sistema que os homens construíram para não sobreviver.

 

Não lhe digo nem o tema nem o título do vídeo: peço-lhe o seguinte: ouça com atenção e no fim pergunte para si próprio: "qual foi a expressão que mais se repetiu durante o vídeo?" No meu caso foi: "milhões de euros".

 

 

Ora clique.