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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

salvem a net

29.05.08

 


Parece impossível, mas não é: a internet aparenta não necessitar de salvadores.

O movimento Save The Internet (www.savetheinternet.com) já conta com mais de um milhão de aderentes para "assegurar que a Internet continue aberta a novas ideias, à inovação e ao progresso."

A iniciativa e a consequente discussão, já têm meses de actividade. Activistas, bloggers, jornalistas e oradores diversos manifestam-se preocupados, no primeiro dia da conferência para a reforma dos média, com a necessidade de se garantir a liberdade na utilização da internet:

"Queremos um internet livre de portagens"
é a palavra de ordem.
 
(Esta parte do post foi publicado em 19 de Janeiro de 2007)
 
Vem isto a propósito de um programa televisivo, cujo vídeo acabei agora de ver: o canal "sic generalista" dedicou uma boa parte do seu "prime-time" de hoje aos blogues, num programa moderado por um jornalista e preenchido por alguns convidados. Tomaram, também, como exemplo alguns blogues assinados mas não convidaram os seus autores. Não houve, portanto, contraditório. E misturaram, na discussão, a generalidade dos blogues com os aspectos mais negativos na utilização da internet.
 
Nem sei que diga. Vivemos tempos de informação livre como nunca se conheceu. Daqui por alguns anos, perceberemos melhor os seus efeitos nos mais diversos domínios.
 
Tiques do estado excepção?

divergências

29.05.08

 




 

 

 

 

Marçal Grilo foi o Ministro da Educação do XIII Governo Constitucional no final do século XX, numa equipa liderada por António Guterres. 


Deu, no último fim-de-semana, uma entrevista ao jornal público.


Li-a com atenção. Encontrei sinais evidentes de divergências com as políticas do actual Governo em relação à Educação: e noto que, essas diferenças, nada têm a ver com as importantes questões financeiras.


Começa a ser recorrente: algumas pessoas do PS têm tornado público o seu estado de alma. 


Da peça jornalística, destaco estes aspectos:



Mas não é esse o problema das mexidas na educação?
Aí estou com os professores, que se queixam muito das alterações sucessivas. Precisamos de serenidade e bom senso, porque as grandes guerras já não se ganham. Há um tempo para dialogar, decidir, unir, para separar, fazer a paz e a guerra. Neste momento é tempo para dialogar.



Fez sentido o tempo da guerra?
Quando se tem uma grande vontade de atingir um determinado objectivo, tem de se ser muito determinado e mobilizar os meios necessários para atingir o objectivo. É como numa operação militar.
Portanto, estamos a falar da avaliação dos professores.
Isto não se aplica só à educação, é para quando se tem uma política pública para atingir um determinado objectivo. Quando esse objectivo leva a que se criem condições tão negativas, o objectivo passa a ser secundário em relação a ter o sistema a funcionar minimamente. Se queremos reformas na área da saúde ou educação, não podemos separar-nos completamente dos protagonistas que estão no terreno, porque são eles que vão dar corpo ao que se pretende fazer.
Temos um conjunto de professores que fazem todos os dias o milagre de fazer funcionar muito bem as escolas públicas e privadas. Para que esses professores mantenham a sua capacidade e empenho no que fazem têm que ter estabilidade.
Um estudo feito há uns anos sobre o stress dos professores mostrou que um dos factores é a contínua mudança de regras, obrigando a uma sobrecarga de preenchimento de papéis. A certa altura, têm dificuldade em acomodar essas mudanças e as escolas têm de ser verdadeiras organizações. Há ainda um número significativo de escolas sem liderança, equipa formada, objectivos definidos e meios mobilizados. As escolas vão ter de ser autónomas, por definição
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