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Correntes

em busca do pensamento livre

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sobre portugal (reedição)

20.05.08
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Comecei a ler as crónicas de Vasco Pulido Valente desde que o historiador iniciou a sua colaboração com o jornal Público.
O texto de hoje, tem uma ideia bem interessante: "... as causas do atraso português vêm de muito, muito longe e não se eliminam com "austeridade financeira" e a clássica receita de um "liberalismo" de circunstância. É preciso esforço, espaço e tempo para "revolucionar" uma cultura... dois mandatos, pelo menos, para se notar uma diferença, mesmo ligeira".

Parece-me que está aqui o cerne da questão: esforço, e muito, rumo bem definido, espaço e tempo.

No mesmo dia, a Assembleia da Rebública discutia, em plenário, a certificação prévia dos manuais escolares.

Francamente: ou já não se sabe o que fazer ou a agenda continua a ser marcada pelos - gulosos - interesses comezinhos. E não adianta argumentar com os interesses das famílias, já que os manuais escolares, certificados ou não, vão representar o mesmo encargo financeiro. O tempo de duração dos manuais escolares e a sua qualidade, são também questões que, quando muito, devem merecer a criterização dos especialistas e obedecer à lógica do mercado.

A revolução é outra, definitivamente (caro leitor, se está interessado na discussão, aconselho-o a ler o texto "pensar o sistema escolar" publicado, também, neste blogue): passa pelos recursos da sociedade da informação e do conhecimento; já proliferam as plataformas e as soluções que permitem efectivar a generalização e a construção variada de recursos educativos; também com os manuais - por enquanto -, mas nunca e só com eles. E sobre isso, nem uma frase se ouve.

Um verdadeiro plano tecnológico terá de passar por aí.

 

 


(Reedição - a 1ª edição tem a data de 
28 de Abril de 2006)