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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

sobre os portugueses (reedição)

19.05.08

 

Leio quase sempre as crónicas de Vasco Pulido Valente no jornal público. Os textos inscrevem-se num registo pessimista e nada abonatório para a idiossincrasia dos portugueses - seja lá o que é que isso queira dizer, ou melhor: pode estabelecer-se um perfil que nos diferencie, em massa, dos outros povos que habitam o planeta?; mas não compliquemos -. Umas vezes concordo, outras não, o habitual.

Mas, e escrevia no parágrafo anterior, tinha acabado de ler mais uma das suas crónicas. Entretanto, e no decorrer da semana e do fim-de-semana, cruzei-me com as normas que vão regulamentar o novo estatuto da carreira dos professores. Li-as com atenção. Por dever profissional, também me apercebi dos argumentos que pesam no estafado processo de agrupamentos de escolas que se vai verificando em Portugal. E, no que ao sistema escolar diz respeito, podia aduzir mais uma boa dezena de ideias sem pés nem cabeça.

E, meus caros leitores, partilho, e subscrevo, uma das conclusões do reputado cronista: "os portugueses não são bons da cabeça e não há volta a dar".

A sério. Só pode ser. Já não se trata de concordar ou de discordar das medidas. Constato que a esquizofrenia tem, neste caso, uma matriz: a mesquinhez e o palacianismo invade o metabolismo da capital e depois alastra-se.

(Reedição - a 1ª edição tem a data de
12 Fevereiro de 2007)