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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

bobby

29.04.08






O fim-de-semana alargado do 25 de Abril, e a semana que o antecedeu, apanhou-me com uma gripe. Foram uns dias de recolhimento, já se sabe.

Aproveitámos para ver uns filmes que nos tinham escapado. Bobby, um retrato da tragédia que vitimou o malogrado Robert Kennedy, foi um dos escolhidos.

Bobby, muito menos conhecido que o seu irmão John F. Kennedy, era um homem que também prometia profundas mudanças na sociedade norte-americana. Era muito generoso e um verdadeiro democrata. Foi assassinado.

Quando se preparava para celebrar, no Hotel Ambassador, a sua vitória nas primárias do partido democrático, Robert Kennedy encontra os derradeiros momentos da sua vida. Previa-se que, depois dessa vitória, a sua eleição como presidente seria inevitável.

E é este o tema do filme.

Um filme diferente e quase exclusivamente filmado no Hotel Ambassador.
O realizador consegue dar-nos um retrato da sociedade norte-americana de então, através de uma narrativa que envolve os vários actores do hotel, que, nesses dias, tiveram ainda a presença de toda a corte que acompanha a máquina das eleições presidenciais norte-americanas.
Muito interessante.
Os olhos do hotel transformam-se numa espécie de psiquiatra da sociedade.

Robert Kennedy aparece muitas vezes, mas nunca na pele de um actor: o realizador socorre-se de um excelente recurso a imagens de arquivo.

É impressionante o modo com a indústria cinematográfica norte-americana nos vai contando a história do seu país.

O momento que antecede o assassinato de Bobby tem uma significativa e bela banda sonora. Comovente. Ora ouça.






candidaturas

29.04.08







A agenda mediática portuguesa está inundada de candidaturas.

Surpreendem-me sempre as candidaturas que se destinam a impedir a vitória de outrem: seja lá no que for. Não é um bom caminho.

Uma candidatura será bem sucedida se tiver um projecto e boas ideias. É, também, fundamental que o proponente se sinta com vontade em exercer a função porque tem uma firme e fundamentada convicção: vai introduzir significativas melhorias na instituição que pretende dirigir.

E quando escrevo bem sucedida, não estou a referir-me à vitória eleitoral: isso tem importância, claro, em alguns casos pode mesmo ser decisivo, mas tem um curto tempo de vida; refiro-me ao percurso futuro que é o que verdadeiramente deveria interessar.