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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

manutenção do blogue

26.01.08


Quase quatro anos depois do nascimento deste blogue, devo confessar que nem sempre tem sido fácil realizar a sua manutenção. Houve fases em que quando escrevia um post ele era de imediato publicado. Havia dias com publicações de vários post, o que me deixava de mãos a abanar para os dias seguintes, nomeadamente se a falta de vontade aparecia e instalava-se - deve considerar-se, que nos dois primeiros anos deste espaço, passava, por obrigações profissionais, horas e mais horas a operar em computadores -.

Esta ideia de escrever acompanha-me desde o final da adolescência: várias vezes, durante cada um dos dias, são diversos os motivos que me levam a pensar: tenho de escrever sobre isto. É quase imediato e até gostava de perceber o motivo: vaidade? vontade de comunicar? gostar de escrever? arrumar ideias? consolidar o pensamento e o discurso? estado de alma? Se calhar, uma mistura de tudo isto.

Por vezes, converso com os que me dizem que passam por aqui. Alguns redigem comentários, mas a grande maioria prefere escrever-me um mail com as suas opiniões ou falar comigo e transmitir as suas ideias. Gosto desse tipo de conversas: motivam-me e aumentam a minha responsabilidade (e a propósito, devo fazer outra confissão: sou muito dado a compromissos: poucos mas firmes). Nada de novo, uma vez que quem escreve e publica espera sempre que alguém o leia. Julgo estar dentro da razão.

Estou numa boa fase. Tenho posts escritos até ao mês de Março. Claro que questiono-me da validade deste meu exercício - e do tempo que me exige - que, entre os aspectos que já referi, garante-me a liberdade de publicação, sem estar sujeito aos condicionalismos de edição que tantos referem, mas que, francamente, desconheço em absoluto. E aqui entro num domínio que tem sido objecto de algumas conversas: o da publicação em livro de alguns dos escritos. Algumas pessoas falam-me nisso, talvez, e apenas, por cortesia ou simpatia. Não sei. Não as levo muito a sério, e não estou a armar ao imodesto, e sou sincero: tenho a ideia que não trazia para casa um livro com escritos do género dos meus. Sei que se escreve e publica como nunca, mas não me reconheço com condições para isso. Já nem me socorro das insondáveis questões do talento: refiro, apenas, a necessidade de dedicar muitas horas mais ao exigente exercício de escrever: e, principalmente, ao de ler.