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Correntes

em busca do pensamento livre

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babel

14.01.07









A Torre de Babel, erguida pelos vindouros de Noé, é descrita na Bíblia como uma edificação que facilitaria a entrada no reino de Deus. Mas este, indignado com a tentativa de invasão de uma espaço interdito a humanos, institui-lhes idiomas diversos. Surgiram, assim, as diferentes línguas que nos complicam a comunicação.

Vem isto a propósito, novamente, do festival de cannes 2006.

Alejandro Gozález Iñárrritu
, realizador mexicano e em primeiro plano na foto, recebeu mais de 10 minutos de ovação pela exibição do seu filme Babel.

Depois de 21 Gramas (2003) e Amores Brutos (2000), Iñárrritu filma quatro histórias, situadas em Marrocos, no México e no Japão, e que se entrelaçam por um motivo comum: um homem e uma mulher, recém-casados, em férias.

Com um bom elenco, Brad Pitt, Cate Blanchett, Gael García Bernal, James Melody e Elle Fanning, pode ler-se seguinte:

“Na fila em frente àquela em que González Iñárritu e a sua equipa estavam sentados, Chiara Mastroianni e Elodie Bouchez choravam copiosamente. Três filas adiante, o próprio Pedro Almodóvar, considerado forte candidato com o seu magnífico Volver, comentou alguma coisa ao ouvido de Penelope Cruz e ambos cruzaram as mãos sobre o peito, enviando um abraço para o concorrente. É um filme coral, contando três histórias de paternidade que se articulam dentro da mesma temporalidade de Amores Brutos. Como nos filmes anteriores, esta torre tem como alicerces a força do acaso, a fatalidade e a inflexibilidade do destino, além dos apoios secundários de três histórias cuja interconexão parece inexistente no início. Babel aborda temas tão diferentes como a imigração de mexicanos para os EUA, a paranóia antiterrorista e o isolamento causado pela invalidez. Uma das explicações para a boa aceitação pode estar na história, baseada na narrativa bíblica da Torre de Babel. Entretanto, a confusão de línguas não foi "um problema" para González Iñárritu".

Iñárritu
diz que se interessa por aquilo que nos une: "O problema são os preconceitos que separam os seres humanos. Como seres humanos, o nosso conceito da felicidade é muito diferente, mas o que nos faz sentir mal é o mesmo para todos: a impossibilidade de sentir e expressar o amor", declarou.

Impossível de perder.