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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

hard candy

30.10.06




Comecei por perdê-lo duas vezes: este excelente filme de 2005, quase que me passava ao lado.

Perdi-o, a primeira vez, no seu ano de estreia em Portugal, e nem sequer dei pela sua existência; perdi-o, a segunda vez, em Agosto de 2006, numa das salas da cidade das Caldas da Rainha, onde vivo.
Nesta sua passagem por aqui, a minha mulher e a minha filha foram vê-lo. Nem sei porquê, mas não me apeteceu acompanhá-las nesse dia: nunca tinha lido nada sobre o filme e não tive curiosidade em fazê-lo. Mas vieram tão fascinadas que me obrigaram a comprar um bilhete para o dia seguinte. E tenho de lhes agradecer. Saí do cinema completamente convencido da excelência desta obra cinematográfica realizada por David Slade e superiormente interpretada por Ellen Page.

Uma história que choca: um fotógrafo, cum uma idade próxima dos 30 anos, seduz para o seu apartamento, através da internet, uma jovem adolescente de 14 anos. A jovem começa a fazer misturas de bebidas e a insinuar-se. Embora convencido do cumprimento dos seus planos, o adulto acaba amarrado e a revelar a história do seu passado.

A personagem interpretada pela brilhante Ellen Page, presta uma extraordinária homenagem a todas as jovens adolescentes que são vítimas destes adultos deformados, que se confundem com a inocente insinuação das jovens. As imagens finais são bem elucidativas: enquanto o adulto se suicida deixando evidente que o seu trauma passava pela ausência de “pedalada” para mulheres da sua idade, a personagem feminina, sem identidade conhecida, caminha pela rua com uma determinação que transparece as ideias de justiça pelas próprias mãos e de dever cumprido.

Arrepiante.