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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

sopro

15.07.06
. . . sopro.jpg

Sopro (6/11/92)

Hoje
Foi um dia
Genesicamente grande.
Hoje vi, ouvi, falei, comuniquei.
Senti que não podia calar
A vontade de dizer quem sou.
Nem sempre
A verdade está tão perto
Mas hoje...
Escutei a alma a pensar
E, ao fim de tantos anos,
Chorei.


Maria Rodrigues.




Publicado por Paulo Guilherme Trilho Prudêncio.

caverna

14.07.06

 




Eles apontam para a parede da caverna e afirmam que o que aí vêem é tudo o que existe.

Frase inspirada no Mito da Caverna, de Platão.






mudanças e reedições

09.07.06



Fiz, em Abril de 2006, a migração deste meu blog para outro servidor. A introdução das novas capacidades de desenho do texto em cada uma das publicações editadas anteriormente, bem como a edição das imagens associadas, implica, por vezes, a sua reedição.







o velho e o mar

03.07.06
velhoemar.jpg

 

Acabei agora de ler, de novo, essa obra-prima da literatura que é o romance – há quem lhe chame um conto longo, que seja – “O Velho e o Mar” (The old man and the sea) de Ernest Hemingway (1952).

Li-o pela primeira vez na adolescência, na época do "Moby Dick", de Herman Melville – o autor do também fascinante “Bartleby” - , e julgo que nunca mais o voltei a ler.

Tinha já uma vaga ideia da história. Lembrava-me de um velho pescador que havia tempo que não conseguia pescar um peixe que fosse. Tinha a ideia que o velho pescador era muito pobre e que havia um rapaz que era muito seu amigo. Ao fim de dias sem conta – sei, agora, que foram oitenta e quatro - , entrou mar adentro e pescou o maior peixe da sua vida. Voltou a terra apenas com o esqueleto do enorme espadarte, já que não conseguiu impedir o furioso ataque dos sempre esfomeados tubarões. Passados este anos reencontrei-me com a história e fiquei com a ideia que está tudo ali. É o que me acontece quando um livro me enche o cérebro e o coração.

Não resisto a transcrever-vos um pedaço – tradução de Jorge de Sena -:
- Que tens para comer? – perguntou o rapaz.
- Um tacho de arroz de peixe. Queres? – perguntou o velho.
- Não. Como em casa. Queres que eu acenda o lume?
- Não. Acendo-o eu depois. Ou como o arroz frio.
 - Posso levar a rede?
- Claro que podes.

Não havia rede, e o rapaz lembrava-se de quando a tinham vendido. Mas todos os dias representavam esta cena. Também não havia tacho de arroz, o que o rapaz também sabia.



inclusão e turmas de currículos alternativos

01.07.06
inclusao.jpg



Discute-se, de novo, a necessidade de combater a exclusão escolar.

Despacha-se - muito se despacha neste país - no sentido de permitir que as escolas portuguesas constituam turmas com percursos alternativos.

Realizaram-se, de 1995 a 2001, excelentes projectos de turmas de currículos alternativos.

Em 2002, chegou um ministro que despachou, como uma das suas primeiras medidas – para pôr a casa na ordem -, o fim dos despesistas programas de currículos alternativos. Foi doloroso. Escrevi, nos tempos idos da mudança de século, o texto que se segue e que foi publicado no bonito jornal da minha escola – o Radical.

"Estar integrado no já bem sucedido projecto da nossa turma de currículos alternativos, significa, acima de tudo, corporizar uma ideia de referência na nossa comunidade educativa. Se já suspeitávamos que era necessário encontrar saídas diferentes para cada um dos nossos alunos, o 8ºF confirma-o. Se já sabíamos que uma escola isoladamente pouco poderia fazer, a conjugação de esforços com uma instituição como o CENCAL, ajuda-nos a entender que, por vezes, o melhor dos caminhos está ao virar da mais próxima das esquinas. A partir de agora, e quando alguém olhar para um aluno e concluir que ele já deu o tal passo que faltava a caminho da exclusão, já sabe que deve duvidar da sua conclusão. A lição que os professores e os alunos do 8º F nos estão a dar, é uma homenagem a todos os que não aceitam a ideia da desistência. E por mais extraordinário que pareça, o 8º F consegue ser para todos uma turma igual às outras. Espantoso"



Paulo Guilherme Trilho Prudêncio.