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Correntes

em busca do pensamento livre

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tsotsi

17.03.06
tsotsi.jpg

"Uma história de sangue, balas e miséria. Tsotsi, vencedor do Oscar para o filme estrangeiro, soa a verdadeiro no seu país de origem, a África do Sul. É a história de um jovem, de 19 anos, do famoso Soweto, que dispara sobre um motorista para roubar um carro e que só depois é que descobre que havia um bébé no banco traseiro. O filme leva o jovem a uma jornada de redenção pessoal, mas não sem uma série de tiroteios, roubos de carro e assassinatos - uma realidade amarga para muitos pobres sul-africanos e uma fonte constante de medo para a elite deste país africano. O drama não apenas recebeu um Oscar, como também é um dos filmes de maior bilheteria na África do Sul, com grande apelo entre negros e brancos, ricos e pobres". Texto, corrigido, publicado pela reuters. Estou com uma grande curiosidade. África, finalmente, a caminhar pelo seu próprio pé? Uma verdadeira surpresa para europeus e americanos. Paulo Guilherme Trilho Prudêncio.

syriana - a industria do petróleo

17.03.06
syriana.jpg Excelente filme, este syriana. Fica a ideia de termos assistido a um belo documentário, sem nunca perdermos o entusiasmo e o fascínio de um bom filme. Apesar do excelente desempenho da maioria dos actores, o filme e as suas mensagens sobrepõem-se. Tem um início - uma primeira meia hora - recheado de pequenas histórias paralelas, que se vão associando através do estabelecimento de perigosas ligações. É necessário estar atento. Syriana fala-nos da indústria do petróleo, o verdadeiro ópio da chamada civilização ocidental. Syriana é muito oportuno. Desconstrói o repugnante mundo dos negócios que anda à volta desta indústria do ouro negro. Bate-nos forte na consciência e desventra a nossa impotência. Filma os poderosos: sem escrúpulos e dispostos a tudo por mais uns... milhões de dólares. Filma, também, os desgraçados trabalhadores dos países do Oriente Médio: escrupulosos e dispostos - por umas promessas a serem pagas no paraíso - a servirem de homens bomba. Desgraçado mundo este. Não admira a sua firme rejeição pelos apaniguados do poder vigente nos Estados Unidos da América. Gostei de ver as imagens filmadas no Teerão urbano: constatei os efeitos de um prolongado regime totalitário. Nada de novo. Tenho viajado muito pelo Irão, com Abbas Kiarostami , mas pelo país rural. Aconselho e estou seguro que o verei de novo. Qual é o significado do filme? Fartei-me de investigar. O termo "syriana" não é mencionado durante o filme. De acordo com o que apurei, este é o nome usado entre os analistas do Oriente Médio, para designar uma localidade fictícia na região, mítica até, com fronteiras redesenhadas ao sabor dos interesses dos ocidentais. A mensagem, no fundo, é que não importa que nome leve - Irão, Arábia Saudita, Iraque - já que alguém mais poderoso tratará de manipulá-lo. Se tem ouro negro debaixo do solo, é Syriana. Paulo Guilherme Trilho Prudêncio.