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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

de terceiras moradas

03.02.06
folha.jpg Estava difícil. Escolher um poema de António Franco Alexandre para oferecer ao caro leitor, não é uma tarefa fácil. É, até, duplamente difícil. Do seu livro, poemas, do capítulo terceiras moradas, o nº 22 diz assim: Julgavas, então, que a poesia era um discurso de palavras em sentido? Sei quanto a musa aprecia glória, poder e uniforme, quanto aguarda o cavaleiro que produz. A vida, afinal, anda lá fora, antes da folha ter passado a prensa; a mais pequena árvore é verde eterna, comparada ao arbusto que, mal tocada a haste, se desvai em fumo. Por isso eu fico lendo as crónicas, as lendas, o jornal, que bem ou mal, cruza as palavras com o tempo, e contudo! quando o lábio se engana, solta a mais aguda fífia do trombone, e de repente o corpo sabe a gente, e então se diz: eis a verdadeira e pura poesia! pois seria, talvez, somente a tua mão, cobrindo a folha. Publicado por Paulo Guilherme Trilho Prudêncio.

impossibilidade V

03.02.06
embo3.jpg Um mundo no seu interior. Não entendeu, caro leitor? Vá a impossiblidade I e, se estiver para isso, vá passando pelas outras. Mas comece pela I. Aconselho-o. Paulo Guilherme Trilho Prudêncio.

profeta

03.02.06
profeta.jpg Não consigo deixar de surpreender-me com a polémica à volta dos desenhos humorísticos sobre um tal de Maomé - fosse ele um tal de Jesus Cristo, dava o mesmo. Quero dizer: se alguém se abespinhasse com uns desenhos humorísticos sobre um tal de Jesus Cristo... merecia o meu espanto. Estes humanos são mesmo doidos. Não vá alguém, extra-este-planeta, andar a ler os meus escritos: é que com aquela última frase, poupo-lhe muito trabalho. Não concorda, meu caro leitor? Pretextos que alimentam a sede - material e espiritual - de mais uma guerra? Paulo Guilherme Trilho Prudêncio.

impossibilidade IV

03.02.06
embo2.jpg Lembra-se da teoria das três em um? Lembra-se da ideia de casa? Olhe bem para a caule do meio. Não sabe do que falo? Leia o impossibilidades I. Obrigado à gentil alma que me enviou esta imagem. Paulo Guilherme Trilho Prudêncio.

impossibilidade III

03.02.06
embo1.jpg Tenho recebido várias imagens de embondeiros. Incríveis e belas, segundo os meus padrões estéticos, claro. Agradeço muito a gentileza. Vou publicar algumas. Se o leitor não está a preceber, eu compreendo. Terá de ler o impossibilidades I.

provincianismos - estes sim

03.02.06

gates.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não escapei a este saga que foi a passagem de Bill Gates - mais conhecido na minha, mais do que restrita, comunidade informática como o Guilhermino dos Portões, feliz tradução, aliás - pelo nosso país.

 

Retive a caixa de primeira página do jornal Público: gates ajuda governo, governo ajuda gates. Vá lá saber-se. Terá isto alguma relação com a multa diária que a Microsoft tem de pagar à união europeia por ser acusada de fazer batota? Hoje li uma tirada no jornal de negócios, da autoria de Raul Vaz, que reza assim: “O raid de Bill Gates a Portugal mostra um país pobre. Provincianos no deslumbre. Fica a ideia que, se quisesses, o homem comprava o que resta.” Vi algumas imagens do acontecimento. Uma delas, deixou-me perplexo. Meia dúzia de ajudantes, digo, desculpem, de ministros - foi mesmo um lapso, não comecem já a pensar coisas -, assinavam uns protocolos com a Microsoft. Estavam todos alinhadinhos e bem juntinhos, e assinavam, com um frenesi sorridente e feliz, sob o olhar atento de Sócrates e de Gates, refastelados nos seus sofás, os documentos da praxe - para estarem na onda da saga, não deveriam dar o exemplo e poupar mais uma arvorezita. Pareceu-me demasiado caricato. Marketing, sim, mas com alguma parcimónia. Nada de importante, convenhamos.

 

Vi a entrevista que o Bill Gates deu ao canal um. Teve momentos hilariantes: reconverter os operários do sector textil do Vale do Ave através do bom uso do processador de texto, o inigualável “Word”, de modo a que eles possam ter uma nova oportunidade de trabalho. À noite, assisti a uma entrevista, na sic notícias, a dois economistas portugueses, no programa "negócios da semana" (julgo que é este o nome): Nogueira Leite, salvo erro, é assim que o senhor se chama, e António Carrapatoso - que se revelou bem conhecedor das verdadeiras necessidades da nossa administração para conseguir a desejada modernização. Um dos dois, não me lembro qual, surpreendeu-se com o facto de o Bill Gates ter mudado de roupa seis vezes no mesmo dia. Para cada cerimónia tinha um traje adequado.