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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

porquê 10 e não 7 ou 5?

23.11.13

 

 

 

 

 

A mediatização da profissionalidade dos professores volta a um pico devastador e quem tem "spinado" os últimos governos pensará que tem razões empíricas que garantem a tergiversação como uma solução para desviar atenções. Foi assim em 2008 com a prova de ingresso para os professores contratados (PIPC) e repete-se agora. Pode ser que se voltem a enganar.

 

Não sou muito dado à discussão de regras administrativas quantitativas para a aprovação escolar, mas permitam-me alguma ligeireza em tempos tão difíceis.

 

O número máximo de erros ortográficos na PIPC ficou-se pelo 10. Como é que se chegou a este número? Acho que tenho uma explicação algo cabalística que, como se sabe, tem qualquer coisa com o 7 ("(...)Se existe um número que desperta atenção, curiosidade e crendices, sem dúvida este é o sete. Talvez um dos “culpados” seja Pitágoras, por ter afirmado que o sete é um número sagrado, perfeito e poderoso, além de mágico. Ele só não disse que é também considerado o número da mentira(...)").

 

Quem no MEC toma conta das questões técnicas da PIPC terá imaginado a prova em 2008. Andará por Lisboa há mais de uma década a assessorar e terá construído a prova com os ensinamentos que retratei neste post, de 5 de Agosto de 2006, que explica que o 5 podia incomodar um ex-reitor e o 7 quem vai reconhecer de seguida:

 

 

"Dizer que o sistema escolar em Portugal está de rastos tornou-se moda. Desde dirigentes dos partidos políticos que passam a vida a anunciar reforma sobre reforma até aos colunistas que propalam a falência do dito e passando pelos jornalistas que editam os mais variados e arrasadores editoriais, a ninguém escapa a oportunidade de zurzir nas nossas escolas.(...)

Um dos aspectos que mais me incomoda é o desprestigiar dos nossos jovens. Dizem que eles falham muito, nomeadamente na capacidade de escrever sem erros. Ora leia a seguinte notícia: “a final do Campeonato Nacional de Língua Portuguesa, organizado pela sic, não teve grandes resultados para quem estava sentado na primeira fila da Aula Magna. Francisco Balsemão, que também era presidente do júri, ouviu o ditado lido por Bárbara Guimarães, apresentadora do concurso, e deu seis erros. A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, tinha sete erros no seu ditado e o reitor da Universidade de Lisboa, Barata Moura, deu cinco erros”.(...)"




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