Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

de greve em greve

17.11.13

 

 

 

 

 

Os professores, no final do ano lectivo transacto, deram um exemplo de cidadania com um inaudito volume de greves e com uma força considerada impossível. Apesar disso, os resultados ficaram aquém do anunciado.

 

Todos os dias há motivos para se convocar uma greve; até geral. Mas uma greve deve ter um caderno negocial objectivo. Na greve geral de 8 de Novembro último, a participação dos professores resumiu-se à marcação do ponto. Teve, muito naturalmente, uma fraquíssima adesão. Bem sei que era geral, mas os professores não podem estar em todas e a banalização das greves pode ser considerada uma estratégia de adormecimento catártico, passe o paradoxo, orquestrado pelo mainstream onde se incluem os sindicatos.

 

Os sindicatos anunciam uma greve para 18 de Dezembro por causa da prova de avaliação aos professores contratados. Ora aí está uma marcação justa com uma agenda negocial objectiva, embora seja incompreensível, por uma questão de princípio, que alguns sindicatos tenham negociado com o MEC esse dia, ou qualquer outro, para a prova. 

 

No período anterior à greve de 8 de Novembro, li algumas declarações de dirigentes sindicais que desprezavam a acção dos movimentos de professores contratados. Fiquei perplexo. As acções destes movimentos devem ser estimuladas. Não há lutadores com mais pergaminhos e essas críticas podem ser lidas como devaneios do centralismo democrático ou como assessorias ao poder vigente.

 

 

 

 

2 comentários

Comentar post