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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

Devia ser óbvio para atenuar a alucinação

09.11.13

 

 

 

 

 

 

"Os rankings apenas mostram a qualidade dos alunos que fazem os exames e não nos permitem inferir se a escola trabalha bem ou mal" é a óbvia conclusão de dois investigadores e o destaque do Público online sobre os rankings 2013.

 

Sempre foi evidente que ao neoliberalismo vigente interessava lançar para a opinião pública rankings de resultados de exames a coberto de uma qualquer primazia dos estudos empíricos.

 

Sabemos, há muito, que há mais vida para além disso.

 

Conheço conclusões semelhantes às destes investigadores datadas das décadas de 50 e 60 do século passado. Michael Scriven, Daniel Stufflebeam, Gilbert e Viviane Landsheere e alguns outros concluíram nesse sentido e sem qualquer desprezo pelos estudos empíricos. Aliás, os investigadores ouvidos pelo Público sublinharam outro aspecto óbvio: são muito difíceis os estudos empíricos credíveis e mais ainda em Educação.

 

Uma prática que caiu em desuso neste domínio, foram as análises de conteúdo a entrevistas realizadas aos denominados "experts" (com vastos conhecimentos do terreno). Foi pena. É preciso recuperar esse tipo de estudos. Por exemplo, e vou usar pessoas de uma área política em que jamais me situarei, confio muito mais numa análise de conteúdo a uma entrevista a Adriano Moreira do que numa regressão linear múltipla a um modelo de Vítor Gaspar.

 

Deve ser por isso que não se conhece qualquer "expert" (no sentido dos fundamentos teóricos e da vasta experiência e não no sentido jocoso em voga) em Educação a defender as políticas que são perseguidas em Portugal desde 2005 (até desde 2003) e que se acentuaram de forma trágica a partir de 2011.

 

 

 

 

 

 

 

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