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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

da memória

22.09.13

 

 

 

 

A discussão à volta da tortura parece estar na moda nos EUA. Escolhi o dia 28 de Maio de 2008 para publicar um post sobre o assunto: "(...)Estado de excepção é um conceito utilizado pelo filósofo italiano Giorgio Agamben e inicialmente definido por Carl Schmitt. Preocupado com as derivações das nossas democracias, que legitimam ideias e práticas típicas das ditaduras, Giorgio Agamben recusou participar numa conferência nos USA para não ter de se sujeitar a passar pelo crivo securitário dos aeroportos. "Está em causa a minha liberdade" - afirmou. Forte crítico do que se passou em Guantânamo, Giorgio Agamben alerta-nos para um conjunto de fenómenos que podem corroer os alicerces das democracias ocidentais.(...)É bom recordar que foi sempre assim: de perda em perda até à ausência objectiva e subjectiva de direitos e com as justificações monetaristas e do equilíbrio das contas." 


Para além do extremo "Guantânamo", os ultraliberais, onde se incluem sociais-democratas e socialistas, têm, em nome dos ajustamentos orçamentais, sujeitado os grupos profissionais mais numerosos a práticas de-dor-intolerável-em-massa (estou a pesar muito bem). Foi assim no caso France Telecom que só terminou após mais de trinta suicídios e com a ajuda do psiquiatra Christophe Dejours. Sim, um psiquiatra: a tortura não é apenas perpetrada no físico. Exemplos da mesma família executaram-se em Portugal, em 2007, com a avaliação de professores e com os concursos para professores titulares. O flagelo teve fim, ou foi atenuado, depois da "fuga", com brutais penalizações, de milhares de professores. Nem sei se os mentores do terror burocrático têm consciência do "crime" e se tentam algum branqueamento através da publicação de sei lá o quê. Mas é natural que tentem e basta olharmos para o que vão dizendo os professores, e outros cidadãos, que presenciaram ou sofreram os horrores nessa época. A oportunidade e o oportunismo são céleres a eliminar a memória.

 

É certo que os professores portugueses continuam perseguidos. Serão sempre muitos para esta vaga de ultraliberais. São despedidos em massa e há milhares em estado de uma permanente humilhação que vai ao osso da profissionalidade. A carga de burocracia acéfala, motivada por uma desconfiança que arrepia, faz o resto.

 

 

 

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