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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

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de desmiolo em desmiolo - o destino do arco da governação

25.07.13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A prova geral de acesso à profissão destinada aos professores contratados é da família de uma série de medidas que humilham este grupo profissional que foi escolhido pelo arco da governação com o objectivo de esconder o desvario financeiro com que os seus aparelhos partidários delapidaram o país. Se mais este desmiolo seguir em frente, daqui por uns meses teremos mais um rol de caricaturas a abrirem os telejornais para gáudio dos inimigos da escola pública e da igualdade de oportunidades.

 

É impressionante como o arco da governação continua a arrogar-se com o exclusivo da responsabilidade depois dos resultados que nos empurraram para a bancarrota. No caso do sistema escolar, há mesmo um fio condutor de políticas desastrosas. Contestam na oposição e eliminam a memória mal tomam posse em cargos do Governo e sempre em regime de plano inclinado. A New Public Management, cara aos ultraliberais, aos neoliberais mas também aos liberais e aos socialistas e social-democratas da terceira via, é, ou foi, a bíblia.

 

Foi assim com a gestão escolar, com a mobilidade especial para os professores dos quadros, com os concursos externos e internos de professores e podíamos ficar aqui a tarde toda a exemplificar. A prova geral de acesso é mais um episódio da saga. Soluções simples e sensatas como a autonomia das escolas para a distribuição equilibrada do serviço docente entre os professores que existem, eliminariam de vez este desmiolo e apenas exigiriam que os serviços centrais respondessem às necessidade oa longo do ano de uma forma civilizada, humanamente respeitável e com uma verdadeira eliminação de despesa. Mas para isso, era exigível que o arco governativo não obedecesse à lógica de aparelho, abandonasse o fio condutor dos interesses que nos consomem e defendessem mesmo a igualdade de oportunidades e o combate ao abandono escolar que nos envergonha.

2 comentários

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    Sophia

    26.07.13

    Concordo inteiramente consigo. Vou, também, um pouco mais longe... Se a classe docente não fosse um tanto ou quanto desunida nas questões relacionadas com a posição/lugar que ocupam, apontando constantemente o dedo ao colega do lado, beneficiando, ao nível da progressão na carreira docente e seus benefícios, sempre os mesmos colegas (não por mérito próprio, apenas porque têm os Diretores das Escolas/ Agrupamentos como padrinhos), colocando os docentes mais "experientes" ou com mais tempo de serviço letivo a fingir que avaliam colegas a quem o Muito Bom ou Excelente já foi de certa forma atribuído pelo/a padrinho/ madrinha Diretor/a, e enquanto quem trabalha e se preocupa fica a ver o sistema instituído pelo próprio Estado a beneficiar quem não merece, é lógico que isto se torna numa bola de neve gigantesca. Quem se rala, deixa de se ralar com o passar do tempo, pois apercebe-se de um sistema viciado com ordem do próprio (des)Governo, contra o qual há muita gente a favor... Para limitar o acesso à profissão de quem quer trabalhar, de quem se desdobra em trabalhos e estratégias para ensinar crianças e aplicar na prática o que aprendeu numa universidade/faculdade/instituto superior/whatever. num curso homologado pelo Ministério, o que é que se faz??? Inventam-se histórias tristes de testes, tanto para passar um atestado de incompetência às universidades, aos docentes das mesmas, a quem lá estuda e até, ironia do destino, ao próprio Estado que faz a homologação da estrutura curricular dos cursos superiores :)
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