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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

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da pedagogia e em busca do pensamento livre

governo reduz financiamento aos ditos privados

16.07.13

 

 

 

 

 

 

O MEC, depois de um aumento inicial logo que Nuno Crato tomou posse, vem agora reduzir em 4200 euros o financiamento a cada uma das turmas das escolas do ensino particular ou cooperativo.

 

A notícia diz, e muito bem, que o "(...)MEC paga aos colégios para aceitar alunos em zonas de País onde a oferta pública de escolas não é suficiente para receber todos(...)". Isto é falso. Nas Caldas da Rainha, e noutras zonas do país, há colégios edificados de forma ilegal dentro do perímetro urbano e com oferta que origina a sublotação das escolas públcas. É um assunto grave e que tem sido muito mediatizado. O movimento "Em defesa da escola pública do Oeste" aguarda pelos relatórios da IGEC e da Procuradoria-Geral da República onde apresentou queixas devidamente fundamentadas. Aliás, até se estranham os atrasos na publicitação das conclusões.

 

 

7 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Carlos

    21.07.13

    Resposta:
    Os pais escolhem onde matricular os filhos, principio básico da constituição = liberdade.
    Se não existem alunos nesses agrupamentos é porque os pais preferem matricular os alunos no colégio.

  • Sem imagem de perfil

    pf

    21.07.13

    Carlos os pais podem preferir colocar os filhos no colégio, correto.
    O colégio pode e deve existir.
    NÂO TEM QUE SER SUBSIDIADO POR NÓS TODOS!
    Não tem que ter contrato de associação e receber 85 000€ por turma do estado, mesmo se em tempos foi necessária essa parceria ela pode e deve cessar assim que não faça sentido.
    Não se deve manter para que alguns lucrem.
  • Sem imagem de perfil

    Carlos

    23.07.13

    Nós (todos nós contribuintes) vamos sempre pagar a educação dos jovens, parece que fechando o colégio esse custo deixa de existir. Mentira, esse custo continua a existir e muito provavelmente vai aumentar. Claro está que não existe interesse do estado em divulgar esses valores.
    Num determinado momento a rede entrou em rutura nas Caldas da Rainha, tudo bem pode ter sido apenas num ciclo, mas a médio prazo iria muito provavelmente entrar em todos os ciclos.
    Fez-se então o compromisso com um privado para ir prestar esse serviço. Quanto deixou o estado de gastar? Pelos valores da parque escolar talvez uns 10 a 20 milhões de euros para a construção da escola. Quem fez esse investimento? Certamente que foi o privado. Devemos todos ser um pouco razoáveis...
    Não estamos perante subsídios, estamos perante o pagamento de um serviço público prestado por um privado.
  • Sem imagem de perfil

    pf

    23.07.13

    Carlos eu penso que o sr. deve ser uma pessoa inteligente e já percebeu muito bem, o que se está a passar nas Caldas e em cada capital de distrito.
    Espero que a sua "luta" pelo colégio nada tenha a ver com lucros pessoais.
    O estado, Nós os contribuintes, estamos a pagar duas vezes para o mesmo serviço, para a escola pública e para uns colégios GPS terem lucros.
    Quanto aos aumentos de custos se o colégio fechar, eles não vão existir pois as escolas publicas têm vagas e não custam mais caro do que o nosso dinheiro que é metido no colégio para engordar uns poucos boys.
    São diversos os estudos em que o custo da escola publica é bem provado que é menor do que o custo dos contratos de associação com privados, tanto na educação como na saúde. por certo já os conhece.
    Quanto à qualidade final, um estudo recente num universo de 6000 estudantes de medicina das universidades de Lisboa, Porto e Coimbra 3000 vindos do privado e os outros da escola publica,
    na candidatura inicial os alunos do privado tinham melhores médias, mas durante o curso e nas notas finais de curso e médias para a especialidade os melhores alunos e a maioria vinha da escola publica, as maiores desistências de curso eram das escolas privadas.
    Isto não lhe diz nada.
    Pode-se voltar ao tempo, em que não existia escola publica e só estudava quem tinha dinheiro.
    Pode-se voltar ao tempo, em que se morria porque não existia saúde pública.
    Pode-se voltar ao tempo...
    Esse tempo será o tempo dos seus filhos e dos seus netos.
    Quer? Eu Não!
  • Carlos: como continua a não comentar o post ou o comentário que lancei mais abaixo, só me resta repetir:

    "Carlos: não é verdade quando escreve que "Recordo que quando esse colégio abriu era um facto que as escolas públicas da zona não tinham capacidade para absorver todos os alunos."

    Apenas o 2º ciclo estava sobrelotado e por não existir esse ciclo na zona da Raul Proença. A escola pública não foi construída, com 2º e 3º ciclos, no complexo desportivo por causa de se querer mais um pavilhão desportivo na cidade e desta vez com capacidade para grandes competições (que seria o da escola e com capacidade para cerca de 4000 a 5000 lugares).

    O Estado fartou-se, já havia maus exemplos como o do Pavilhão Rainha D. Leonor (que era o pavilhão da EBI de Santo Onofre), o da Bordalo Pinheiro (foi muito difícil construir o Pavilhão dentro da escola pois havia a pressão contrária das representações locais dos partidos do arco da governação - uma tragédia), o da escola da encosta do sol (para satisfazer o tal arco), o Pavilhão da Mata e por aí fora, e denunciou a obra, depois de três mudanças nos cálculos, argumentando que não se calcularam estacas para tanto peso. E eis que de repente surge um colégio e ainda por cima com os ciclos referidos acrescidos do ensino secundário.

    É evidente que os professores do colégio estão numa situação difícil. É que, e segundo me dizem, são colocados em regime de amiguismo e de outras coisas do género, passando à frente de professores das escolas públicas das redondezas que estão há décadas a concorrer em concursos nacionais e à espera de uma vaga no concelho.

    Tudo isto é muito mau. São erros graves e sucessivos de planeamento nas redes escolar e desportiva e só podiam resultar no caos que se sabe."
  • Sem imagem de perfil

    João Pereira

    23.07.13

    Realmente, Paulo, é de louvar a tua paciência e de elogiar até ao limite o teu trabalho.

    Não sei se já reparaste, mas comentários como este (de um "Carlos") têm-se multiplicado pelos blogues e pelo Facebook nos últimos tempos. Obedecem, claro está, a uma estratégia.

    Nada trazem de novo à discussão e apenas manifestam a tentativa de pôr alguma "água na fervura" da luta dos professores do ensino público, não entrando em confronto e martelando sempre as mesmas "teclas".

    No Facebook do movimento "Em Defesa da Escola Pública no Oeste" apareceu, na última semana, certo comentador, com perfil criado na véspera e "amigos" arranjados "à pressão", que tinha o mesmíssimo discurso. Como se fosse normal alguém criar um perfil num dia e no dia seguinte desatar logo a opinar num espaço de defesa da escola pública (o único grupo a que tinha aderido).

    Por sorte, ou por alguma atenção, consegui desmascará-lo: o perfil era falso e a montagem idealizada era amadora. Mas esta gente luta pelo seu emprego... Merece uma atenção por isso. Se bem que quando nos pomos a reflectir na forma como foram contratados, a comiseração se esvaia.

    Mas eu nunca me esqueço das dezenas de professores que poderiam estar vinculados a uma escola pública caldense e só não estão porque apareceu a concorrência desleal e ilegal (desde o princípio - a construção dos colégios) a interromper-lhes os sonhos. A juntar a estes colegas (muitos no desemprego, outros colocados longe de casa e das famílias), temos todos os outros que, de um dia para o outro (também devido ao tal movimento de 500 alunos da escola pública para os colégios nos últimos 5-6 anos), ficaram ou com horário-zero ou com horário incompleto.

    Só a partir desta realidade, poderíamos estabelecer inúmeras comparações com os colegas do privado. Se estes têm direito ao seu emprego, o que dizer dos direitos de quem trabalha nas escolas públicas caldenses há mais de duas décadas, tendo educado milhares de alunos e visto o seu mérito e a sua excelência reconhecida pelos colegas e pelos encarregados de educação? Já para não falar dos projectos desenvolvidos e no contributo para causas sociais. Estava o dia inteiro a mencionar exemplos de colegas assim...

    Custa ter alguma simpatia pelos colegas do privado quando vêm esgrimir argumentos com base na "excelência", sabendo nós, por exemplo, o que se passa no interior desses colégios (já podia sair um "best of" do grupo GPS, tantas são as reportagens, tantos são os artigos na imprensa escrita...).

    Por outro lado, também temos de pensar que onde há escravos, há senhores e há capatazes (obviamente...)

    Estamos a viver, mais uma vez, dias decisivos. Neste e na próxima semana saberemos o que aconteceu à tão maltratada rede escolar das Caldas da Rainha.

    Permanecemos atentos, confiantes que a razão, a verdade e as leis estão todas do nosso lado. Assim tivéssemos políticos, nacionais e locais, um pouquinho (já não é pedir muito) mais honestos e mais respeitadores das leis que regem a República.

    Um abraço
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