Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

cavaco e o melhor povo do mundo

10.07.13

 

 

 

 

Cavaco Silva acaba de anunciar que mantém em funções, mesmo que a prazo, a balbúrdia governamental mais risível a que se assistiu no mundo democrático e ocupou a quase totalidade do seu tempo de antena a explicar ao povo os riscos das eleições; ou seja: deve achar que os garotos do Governo são povo (estou a ouvi-lo e parece que lhe imprimiram várias vezes a página que começa com o "se houvesse eleições antecipadas...") e só pode estar a falar para eles com tantas repetições. O Governo fica em funções, mas é tão mau que cai já daqui a uns meses. A última remodelação parece que foi chumbada.

 

Agora o presidente da República apela a uma "salvação nacional" entre os partidos do arco governativo, promete eleições antecipadas a partir de Junho de 2014 e diz que promoverá uma figura que construa pontes (deve estar a pensar no Ferreira do Amaral). Dá ideia que fechou uma crise política e que abriu outra.

 

Cavaco Silva, que foi eleito a primeira vez com um discurso populista e anti-político, deve achar que o povo português é o melhor do mundo já que o elegeu umas quantas vezes para primeiro-ministro e presidente da República. Vitor Gaspar, uma espécie de Cavaco Silva mas com o fatalismo da troika, também achava o mesmo do povo que o aturou de forma anestesiada e deve ter recebido garantias de Cavaco Silva.

 

Ou seja: o povo assiste a uma trágica orquestra e perante uma qualquer imprevisto, mesmo que grave, o que lhe é pedido é silêncio. Como se pode ver na imagem, só se desculpa um pedido de silêncio o tempo necessário para se racionalizar o "ssssssssshhhhhhhhhhh".

 

 

 

4 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Anónimo

    10.07.13

    Não, não foi o presidente. Foi o BARONATO DO PSD QUE ESTÁ POR TRÁS DELE. É extraordinário. As taxas de juro da dívida soberana amanhã o dirão. 'bora rumar a África.
  • Sem imagem de perfil

    Eurípedes

    10.07.13

    ... é só para tentar manter alguma importância política, quando nós sabemos que este presidente é uma autêntica nulidade.

    Se não vamos agora a eleições, que estamos "resguardados" dos mercados pela Troika, com o argumento de que o período eleitoral cria instabilidade política, então será depois de a Troika sair, em que estaremos completamente expostos aos mercados, é que será o momento oportuno de ir a votos?

    O Cavaco quer enganar quem?
  • Sem imagem de perfil

    Achille Talon

    11.07.13

    E este também vê bem a coisa-

    "CAVACO DECIDE PROLONGAR INSTABILIDADE POLÍTICA POR MAIS UM ANO
    10 de Julho de 2013 às 22:19

    Provavelmente, já toda a gente percebeu que, com esta inesperada comunicação à Pátria e à República, Cavaco Silva veio criar as condições ideais para prolongar, talvez por mais um ano, a grave crise política provocada pela demissão «irrevogável» de Paulo Portas, imediatamente a seguir à demissão do primeiro-ministro virtual, Vítor Gaspar.
    De caminho, Cavaco Silva desferiu dois pares de bofetadas (com luvas) em Passos Coelho e Paulo Portas, fez um inqualificável ultimato político à direcção do PS e montou-lhe uma ratoeira: se o PS recusar a proposta «salvífica» de sua excelência, será apontado pela direita e pelo PR como o grande responsável por uma crise que não provocou.
    Ou seja, invocando «grave risco» de instabilidade política se dissolvesse a AR e convocasse eleições legislativas antecipadas, Cavaco Silva acabou por montar uma grande trapalhada que vai criar maior instabilidade política e enfraquecer ainda mais a credibilidade de um governo que já está de rastos, com a perspectiva de eleições legislativas antecipadas, mas só daqui a um ano.
    Grandes incógnitas são, para já: a de saber se Passos Coelho tem uma réstia de dignidade e alguma vergonha na cara, batendo com a porta (já se sabe que Paulo Portas é que não tem dignidade nem vergonha na cara); e a de saber em que mediador independente e isento é que o PR estará a pensar para promover um hipotético acordo entre os partidos de direita, PPD e CDS, e o PS.
    Além disso, impressionou-me muito a total submissão de Cavaco à «troika» e aos sacrossantos «mercados financeiros» - apresentados como autênticos «papões» - assim como a falta de confiança na capacidade de os portugueses se pronunciarem em eleições livres, que constituem um dos principais fundamentos da democracia: a soberania popular.
    Muito mais haverá para dizer, mas, por enquanto, fico-me por aqui.
    Alfredo Barroso"
  • Comentar:

    Mais

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.