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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

da eliminação dos professores contratados

23.06.13

 

 

 

 

 

 

Os cortes a eito de Nuno Crato têm uma percentagem mínima da sua epifania-modernista e uma dose elevada de além da troika. Há, quando muito e se quisermos, uma conjugação de factores. Não substituir os professores que se iam aposentando e eliminar professores contratados foi a táctica. Se tal não chegasse, os despedimentos entrariam pelos do quadro, primeiro nos de zona pedagógica, enquanto se preparava a precarização de todos e a eufemística escolha da escola que era, e é, o alargamento do negócio na Educação. E já se sabe: só se privatiza depois de se reduzir drasticamente nas pessoas, no seu custo e nos seus direitos.

 

E porquê os professores? Como se lê na notícia do Expresso de ontem, porque são muitos. Não é por acaso que os professores lideram destacadíssimos os despedimentos na administração pública. Portugal, ao contrário da Irlanda, por exemplo, e basta googlar um bocadito, foi muito para além do memorando e não impôs qualquer área intocável. Há, nas nossas "elites", uma secular questão mal resolvida com a escola que impede que se alcance alguma vez a literacia para todos.

 

 

 

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