Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

dos jotas e dos sindicatos - dos financiamentos e dos outdoors

23.06.13

 

 

 

 

 

Se afirmamos, e bem, que os professores não são instrumentalizáveis, depois não podemos ficar indiferentes aos que dizem o contrário, pior ainda se forem professores. Há muitos, demasiados mesmo, sindicatos de professores e todos sabemos que quanto mais pequenos mais dependentes dos partidos políticos. Os maiores também o são, só que a dimensão dificulta a velocidade de reacção.

 

Seremos realistas se afirmarmos que os sindicatos andam "atrás" do pensamento dos professores (o tal grupo profissional com mais formação do país e com mais presença independente nos órgãos de comunicação social) e que têm lutado para sobreviverem. Aprenderam alguma coisa, e já lá vou ao assunto mais à frente, nos últimos anos e estão numa fase interessante de credibilidade.

 

Uns jovens jotas do PSD resolveram questionar o financiamento dos sindicatos em plena greve dos professores. É um sinal perigoso, pelo momento escolhido, e preocupante. Sinais desses repetiram-se no passado (os aparelhos do "centrão" são parecidos e reagem à vez) e não foi por acaso que a democracia foi suspensa.


O que os jovens jotas não contavam é que os financiamentos sindicais fossem quase exclusivamente das quotas (os professores beneficiam da redução total ou parcial da componente lectiva para as actividades sindicais). Ao contrário dos partidos e, por exemplo, das campanhas eleitorais. Os impostos pagam e bem essas campanhas (embora, e segundo os próprios, o financiamento partidário esteja na base da corrupção que nos desgraçou) e os partidos até nem aprendem como os sindicatos.

 

Senão vejamos: fiz, como outros, uma crítica objectiva aos sindicatos de professores em 1 de Março de 2011: "(...)Em plena crise financeira, os sindicatos de professores continuam a inundar as escolas com cartazes a cores, em papel caríssimo e em triplicado. Talvez fosse boa ideia reduzir o custo individual da quotização.(...)". Todos os professores constatam que a papelada quase que desapareceu das escolas. Mas ainda ontem andei pela grande Lisboa e tropecei com centenas de outdoors caríssimos dos partidos do centrão e dos seus satélites, tudo "edificado" com dinheiro dos contribuintes, num país com um milhão de desempregados e com pessoas a passar fome. Isto não é demagogia nem populismo e é algo que os jotas e os aparelhos dos partidos teimam em não aprender para desgraça da democracia.

 

 

 

5 comentários

Comentar post