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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

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não somos a grécia e os fundos de greve

21.06.13

 

 

 

 

 

"Não somos a Grécia", sentenciou Passos Coelho mal foi eleito. Nessa altura, a Europa impressionava-se com o regresso da troca de produtos entre os gregos. "Dás-me um quilo de arroz que eu dou-te um de açúcar", era um exemplo do anunciado descalabro austeristarista na Grécia.

 

Os professores portugueses, numa comovente e quase heróica sequência de acções de luta, organizam fundos para ajustarem os prejuízos das greves às avaliações que completaram hoje duas semanas com uma adesão próxima dos cem por cento. Estão que nem gregos. Há vários modelos de fundo de greve. Há quem se financie em cada reunião escolhendo os escalões mais baixos de vencimento, há quem organize um fundo que pagará mais tarde aos grevistas e já se constroem modelos para os tempos que se avizinham e até com a participação de quem não tem serviço objecto da contestação. Do que tenho presenciado, é tudo feito com uma contida revolta e com a tristeza patente nos olhares.

 

É uma pena que essas reuniões, ao contrário de outras, não sejam gravadas. Deviam ser e depois divulgadas em simultâneo com as silenciadas das mesas de negociação e com direito a comentários dos governantes que se têm sucedido sempre com a promessa eleitoral de prioridade à Educação.

 

 

 

 

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