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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

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da pedagogia e em busca do pensamento livre

ainda surpreendidos?

13.06.13

   

 

 

Há ainda quem esteja surpreendido com a epifania de Nuno Crato em relação ao aumento de número de alunos por turma. Nos últimos tempos, quer na defesa das ideias do norte-americano Hanushek quer na entrevista à revista Veja, o ministro Crato parece que surpreendeu uns quantos por querer ainda mais alunos em cada turma. O relatório divulgado hoje pelo FMI para o fecho da 7ª avaliação é claro: o Governo comprometeu-se a aumentar ainda mais os alunos em cada turma e esclarece a origem da tal epifania do ministro. Se a decisão é sua, influenciada por si ou imposta já é pouco relevante.

 

 

7 comentários

  • Pedro: Nuno Crato tem defendido 30 alunos por turma e mais do que uma vez como refiro no post. O Governo vincou bem que os ministros colaboravam activamente como os autores do relatório. O relatório é claro no compromisso do Governo com o aumento do número de alunos por turma e nada disso tem relação com o aumento já verificado no verão de 2012.

    Ou o Pedro quer convencer-me que Nuno Crato não disse isso?
  • Sem imagem de perfil

    Pedro

    13.06.13

    Paulo, não quero que pense que sou desconfiado, mas nunca ouvi Nuno Crato defender que a média de alunos por turma em Portugal deveria ser de 30, quando a média da OCDE está nos 21,3... Atenção que falamos de médias!!!
    Quanto à notícia o que é referido é a convergência de indicadores e não a sua superação...
    Sejamos factuais e concretos.

  • Nunca ouviu Nuno Crato dizer isso, Pedro? Eu ouvi como relatei em

    "Uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade", disse ontem Nuno Crato numa inenarrável entrevista televisiva em que se pôs a dissertar sobre a relação entre a formação dos professores e o número de alunos por turma."

    O link é http://correntes.blogs.sapo.pt/1763265.html

    Pedro:

    Página 71 do relatório publicado hoje pelo FMI:


    "(...)In the education sector for example, rationalization of the school network and a convergence of the key indicators, namely class size, towards peer levels will be at the core of our reforms. In the health sector, savings will come from further reforms in the hospitals network(...)".

    O tal de "namely class size" é elucidativo e não é dito que se relaciona com os indicadores OCDE para esta variável.

    Mas mais: o "the core of our reforms" é de arrepiar.

    Por isso fiz este post de manhã:

    "Mas não foi este Governo que se exibiu por ter "orientado" o inenarrável relatório FMI que determinava a execução de ainda mais cortes a eito no sistema escolar? Não foi este Governo que se exibiu por estar para além da troika, e do FMI, e por ter dado carta branca a esse incompreendido CEO, qual Steve Jobs de Campolide, que ia transportar o sistema escolar para o mundo moderno das metas e dos achamentos curriculares na rota de Singapura e da Coreia do Sul onde os disciplinados alunos são enquadrados em turmas de cinco dezenas?

    E estão agora à "estalada" uns como os outros e apontam o dedo ao FMI? O que é feito do Borges, do Moedas, do Barroso, do Meteorologista, do derrubador de modelos-kafkianos e dessa plêiade de financeiros do outro mundo? Tinham tantas certezas e perante a tragédia não prestam contas?"

    em http://correntes.blogs.sapo.pt/1771258.html

    Pedro: não fossem os professores e da escola pública não ficaria pedra sobre pedra.

    E não venha com a ambiguidade de que escolas públicas são todas.

    O inenarrável OAL diz na página 7

    "Os docentes dos ensinos público, particular e cooperativo podem (...)"

    certo? É o MEC que acha que professores do particular e cooperativo não são do ensino público.
  • Sem imagem de perfil

    Fernando Sousa

    13.06.13

    CLAP CLAP CLAP PAULO PRUDÊNCIO. Vá estudar senhor comentador professor Pedro
  • Obrigado Fernando. Mas vamos com calma. Não tem razão quem grita mais alto.
  • Sem imagem de perfil

    Fernando Sousa

    13.06.13

    Desculpa Paulo Prudêncio. Sei como és. Mas este Pedro tira-me do sério.
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