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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

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da pedagogia e em busca do pensamento livre

relações

08.06.13

 

 

 

 

Na primeira página do Expresso as notícias relacionam-se. Uma segunda legislatura de Passos requer um investigação científica à nossa senhora de Fátima, os turistas desviados da Turquia compensam a emigração de Bava e explicam finalmente a sugestão prospectiva do ainda primeiro-ministro que não contava com a revolta dos professores.

 

 

 

 

O que se espera mesmo é que as duas próximas notícias não se relacionem. O apelo de Passos é tão imberbe, mais parece que está a gozer, que se deve temer se não há qualquer relação com o jeito tradicional da FNE para sei lá o quê. Só faltava que esta central sindical também não percebesse a séria dimensão da revolta dos professores.

 

 

 

 

7 comentários

  • Sem imagem de perfil

    ana

    08.06.13

    Então não há, Pedro!?!

    O caminho de Santiago para os docentes que tiverem idade e pernas para andar daqui para fora e o caminho das estrelas para os que não conseguirem escapar destes estranhos Spock' s que nos governam e acabarem requalificados como desempregados para a eternidade.

    Entretanto, permita-me que lhe pergunte, Pedro:
    parece-lhe uma "questão prática e de pura lucidez" que o primeiro ministro Passos Coelho peça aos professores que protestem no dia 27 de Junho, aquando da Greve Geral da Função Pública e apesar de ser dia do exame de Matemática de 6º e 9º ano, mas não o façam no primeiro dia de exames nacionais (a 17 de Junho)?

    Pois é, imagino que o Pedro não possa responder, como lhe acontece amiúde neste blogue quando é confrontado com evidências para as quais não encontra explicação.
    Mas é pena! Porque isto de vir aqui mandar uns bitates contra corrente, como dizer que "Há outros caminhos possíveis na contestação e até na negociação", sem enumerar quais, furtando-se à verdadeira argumentação, parece o jogo do "toca e foge" e isso é coisa de cachopos.
  • Sem imagem de perfil

    Pedro

    08.06.13

    Ana, há outros caminhos possíveis e já os enumerei no meu blogue. Eu, ao ao contrário de muita gente que gosta de falar (ou será monologar?) sobre estes assuntos, tento ver todas as perspectivas. E, respeito todas as opiniões...
    Se quer saber os outros caminhos que defendo (outras formas de luta e até de negociação) passe no meu blogue e leia, comente e debate. Sabe, vivemos em democracia e o direito ao contraditório e à opinião diferente existe...
    Por isso, dou-lhe um conselho, tanto a si como aos que não gostam de ouvir opiniões diferentes: faça um esforço por ouvir e respeitar opiniões diferentes. E debater, claro...
    Quanto à proposta de Passos Coelho, concordo consigo. É um disparate e a prova de os conselheiros do PM o aconselharam mal...
  • Sem imagem de perfil

    ana

    08.06.13

    Pedro!

    Vai desculpar-me, mas parece arrogância sua a ideia de que pode lançar bitates nos blogues de outrem, sem fundamentar nada com dados concretos e, posteriormente, remeter para o seu próprio blogue o conhecimento das suas posições e o contraditório daí decorrente.

    Isso é o mesmo que alguém bater à porta do vizinho a provocá-lo (ou às suas visitas) e depois dizer-lhe que, se quiser saber o motivo por que o faz, terá de ir a sua casa. Que topete!

    Se é esta a sua noção de democracia, de debate e de auscultação das diferentes opiniões, então, de facto, vai continuar a falar sozinho.

    Para satisfazer aquilo que parece ser o seu défice de atenção enquanto bloguista, de tanto que publicita o seu próprio blogue, acrescento que já o visitei mais do que uma vez e o que lá encontro são vazios, como o do último post que publicou ("As razões que me levam a não fazer (esta) greve..."), no qual não só não enumera quaisquer caminhos alternativos, ao contrário do que aqui diz, como inclusive conclui:

    «Quanto ao essencial (o recuo do Governo em relação à mobilidade especial) não me acredito que tenhamos qualquer conquista obtida, pelo que os únicos afectados pela greve serão professores, alunos e pais...»
  • Sem imagem de perfil

    Pedro

    08.06.13

    Pronto. Faço-lhe a vontade...
    Os caminhos alternativos poderiam ser vários:
    - fazer greves à escala regional sem prejudicar alunos;
    - fazer manifestações à escala regional, como ocorreu em 2008;
    - tentar um compromisso com o PS para anular a mobilidade especial quando este for para o Governo;
    - denunciar a inconstitucionalidade da mobilidade especial.
    Penso que chega.
    De resto, continuo a pensar que a Ana e muitos outros frequentadores de blogues, só sabem ouvir um dos lados, esquecendo-se que pluralidade de opiniões foi uma das conquistas do 25 de Abril de que tanto falam...
    Quero apenas dizer-lhe que não mando bitaites nos outros blogues, mas apenas dou conta da minha opinião. Mas, há quem fale muito em debate e depois se esconda atrás dos pseudo-unanimismos de opinião...
  • Sem imagem de perfil

    ana

    08.06.13

    Pelo menos já conseguiu enumerar alguma coisa...
    Agora já posso debater as alternativas que propõe:
    1 - Greves à escala regional sem prejudicar alunos só se for nas interrupções das actividades lectivas, nas férias de Verão ou nos feriados municipais. De outro modo, os alunos serão sempre prejudicados, infelizmente.
    2- Manifestações à escala regional já foram feitas este ano. E o que surtiram?
    3 - Tentar um compromisso com o PS, e fazendo apelo ao que o Pedro escreveu no seu blogue (atribuindo ao PS a mobilidade especial), seria pedir socorro a outro inimigo e, pior ainda, permitir que este Governo concretize todos os seus objectivos e devaste a escola pública até ficar irrecuperável.
    Confesso que nem queria acreditar quando li esta sua sugestão!
    4 - Denunciar a inconstitucionalidade da mobilidade especial na carreira docente parece-me que tem sido o trabalho dos sindicatos.

    Também gostaria de lhe dizer que considero muito apoucadas as suas justificações para a existência destas greves de professores. Pelo menos eu não faço greve apenas pela mobilidade especial, mas pelo aumento do número de alunos por turma incompatível com um ensino personalizado com o mínimo de qualidade, pela desvalorização de componentes essenciais do currículo dos alunos para uma formação integral à altura das exigências actuais, pelo sobredimensionamento dos agrupamentos e consequente desumanização e distanciamento das estruturas essenciais para o seu bom funcionamento, pela não clarificação do que vai ser o horário docente em breve, prevendo-se o aumento da permanência e trabalho dos professores nas escolas, em detrimento do tempo necessário a um trabalho individual de qualidade, pelo esvaziamento de escolas públicas em prol de escolas privadas financiadas pelo Estado, pelo sucessivo desrespeito pelo trabalho atempado de planeamento e organização de um novo ano lectivo por parte das escolas, de que dou como exemplo o facto de, no meu concelho, ainda não ter ocorrido a reunião de definição da rede escolar, pelas alterações constantes e gratuitas de orientações didácticas, de que exemplifico a definição de Metas Curriculares de determinadas disciplinas (Português) em conflito com os respectivos programas curriculares recentemente alterados e alvo de extensas formações de professores pagas com dinheiros públicos... Penso que chega para tornar estes protestos dos professores mais do que legítimos, não?

    Como vê, Pedro, pelo menos eu sei ouvir de todos os lados, quando me chegam vozes decifráveis e não meros ecos de um dono distante.
    E quanto às conquistas de Abril, por razões pessoais, não aceito lições de ninguém.
  • Sem imagem de perfil

    Pedro

    08.06.13

    Ana,
    respeito a sua opinião e a sua decisão de fazer greve. Para mim constitui uma opção que não levará a lado algum a não ser prejudicar professores e alunos. Apresentei algumas alternativas, pelo que não me cingi à crítica fácil...
    De resto, apenas quero elogiá-la por, pelo menos desta vez, ter conseguido, ao contrário de muitos outros frequentados de blogues e próprios bloggers, debater opiniões diferentes sem lançar ataques ou "bocas" infelizes.
    Ficamos assim...
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