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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

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avaliar escolas

31.03.13

 

 

 

 

Só em países propensos a bancarrotas é que se fazem rankings de escolas com uso exclusivo dos resultados de exames de alunos. São, digamos assim, países que se afeiçoam muito ao substantivo exclusão. As escolas com grupos de alunos com melhores condições económicas (escrito assim para abreviar) têm, em grande regra, melhores resultados. Os grupos que privatizam lucros dos orçamentos de Estado para a Educação sabem bem disso, conseguem impor esses rankings e arrastam consigo muita gente distraída e que confunde meritocracia com democracia (também escrito assim para abreviar). Os mais pobres ficam nas escolas do fim da fila que se vão guetizando e afundando (também escrito assim para abreviar).

 

Avaliar escolas é difícil, exige tempo, conhecimento e consolidação de processos. É muito mais do que os resultados dos alunos nos exames em algumas disciplinas. A denominada "avaliação integrada das escolas", que começou em Portugal em 1998, tinha potencialidades, mas um novo Governo apressou-se a terminar com o modelo quando, cinco anos depois, a maturidade dava os primeiros sinais positivos. Tem sido sempre assim, são raros os países onde se faz melhor e tudo isso ajuda a explicar a crise permanente da escola como organização em que Portugal passou a ser um estudo de caso pelo modelo de gestão que descobriu.

 

 

 

 

 

Parte de uma peça do Público de hoje da autoria de Clara Viana.

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