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Correntes

em busca do pensamento livre

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demissão do governo e perdão da dívida

16.03.13

 

 

 

 

 

O programa que quem manda na Europa impôs a Portugal foi um fracasso absoluto. Nem com um "bom aluno" mais do que entusiasmado a coisa teve qualquer resultado positivo; bem pelo contrário. A impossibilidade de desvalorização da moeda é um ligeiro álibi técnico e a crise europeia, e os efeitos da globalização e do comércio mundial, explica parte da desgraça. Mas a soberba inicial do Governo (que se apressou a dizer que não éramos a Grécia num gesto de falta de solidariedade inclassificável) impede a utilização desses argumentos e a realidade preenche a tragédia.


Resta a demissão do executivo e a nomeação doutro primeiro-ministro ou a marcação de eleições. Um próximo Governo terá a tarefa há muito enunciada: o perdão da dívida. A Europa e o mundo financeiro não se podem desresponsabilizar da situação portuguesa ou então parece preferível seguir os que defendem a saída do euro com um qualquer recomeço que permita uma solidariedade mínima.

 




4 comentários

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    Carlos

    16.03.13

    Sem querer manter qualquer tipo de diálogo estéril, apenas me interrogo se não existe algum orgulho e satisfação (sentimento de vingança?) com a "ressaca" que, parece, deseja que seja longa...
  • Sem imagem de perfil

    Pedro

    16.03.13

    Nenhum orgulho e muito menos satisfação. Apenas pena que ainda tivesse havido tanta gente a dar um segundo mandato governativo ao incompetente Sócrates.
    Quanto à ressaca, só os mais distraídos podiam pensar que a entrada da troika para nos tirar da bancarrota não tivesse as consequências que teve e continuará a ter (espero que por pouco tempo)...
  • Pedro: não gosto muito dos que dizem que há muito que adivinhavam isto ou aquilo, mas sobre o desastroso Sócrates estamos conversados.

    Contudo, em 2007 o défice estava em menos de 3% (sejamos honestos) e a tal bolha somada à orientação da comissão europeia para que se investisse e se nacionalizasse bancos também ajudaram à festa.

    As PPPs começaram muito antes e Cavaco, Guterres, Barroso também forma desastrosos embora num país pobre, depois de 50 anos de fascismo e de colonialismo, muita coisa havia para fazer com necessidade de endividamento.

    Os maiores erros talvez tenham sido a agricultura, as pescas e a indústria e os excessos de betão com desprezo pelo ferroviário, por exemplo.

    Nada disso deve ser confundido com o para além da troika, e o não somos a Grécia, e com o experimentalismo dos actuais fanáticos ideológicos. Foi um falhanço absoluto. Desprezaram o desemprego e isso é fatal. Demissão e ponto final.
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