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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

intervalo, no mínimo

01.11.08

 

 



 

Os movimentos de professores não têm a mesma opinião na tomada de posição sobre as datas das manifestações previstas para o mês de Novembro. É até natural que seja assim.

 

A partir da assinatura do comunicado conjunto com a fenprof, que todos livremente assinaram, julgo eu, e em que fica claro o apoio à manifestação de 8 de Novembro de 2008, o que se espera, de pessoas crescidas e responsáveis, é o silêncio a propósito das divergências e um apelo à presença de todos na manifestação do dia 8 de Novembro e à continuidade das acções que têm vindo a ser desenvolvidas: nas escolas, na comunicação social, nos blogues e em manifestações de carácter local.

 

A luta é, como se sabia, longa e difícil. Depois do 8 de Março aconteceram entendimentos com os quais nem todos concordaram. É a democracia, goste-se ou não.

 

Depois disso, e logo que o monstro recomeçou a dar sinais de vida, os professores realizaram um estremeção tal no sistema vigente que a ideia de realizar uma grande manifestação passou, em cerca de um mês, da primavera de 2009 para o dia 8 de Novembro de 2008 - e afinal isso é o que mais interessa a par do caderno reivindicativo -.

Mais: ajudou a espantar os medos nas escolas. São, nas minhas modestas contas, mais de duas centenas as escolas em estado de suspensão: e nas próximas semanas a subida vai ser vertiginosa, parece-me.

 

Quanto ao resto dá-me ideia que já chega. Deveria fazer-se um apelo ao silêncio, repito. Pensava que a dança em pontas era mais cansativa.

 

Depois da manifestação logo se vê o que vai acontecer. Nem pode ser de outro modo. Os compromissos que estão escritos por parte de quem convocou esta manifestação são mais do que suficientes para o escrutínio do processo que se seguirá.

 

Pela minha parte devo dizer mais umas coisitas sem importância:

  • as organizações que existem são, para mim, claro, mais do que suficientes: os movimentos devem aparecer num determinado momento e com um objectivo específico e hibernar logo a seguir;
  • revejo-me neste modelo da chamada "sociedade em rede": é mais ágil e mais flexível. Sem dados para um juízo mais rigoroso, parece-me que tem feito o seu papel.

3 comentários

  • Concordo. Mas nem sei se os Movimentos têm essa intenção. Estive nas reuniões que se organizaram aqui nas Caldas - foram as únicas no ãmbito deste processo - e o que foi dito é que a coisa se extinguia no fim desta luta. Respeito muito as pessoas que dão a cara nesta situações. Afinal, e entre 140000, não somos tantos assim.

    Nem tenho nada a dizer sobre isso da ordem. Se alguém o diz não serei eu com toda a certeza. Sei que sabes isso, mas não és o único a passar por aqui :) Sinceramente, essa questão da ordem de que ouço falar há uns bons 20 ou mais anos, não me diz absolutamente nada. Não faz parte do meu ideário.

    Isto parece que vai. Ou melhor: vai mesmo. Vamos ter uma manifestação ainda mais memorável.

    Abraço e obrigado.
  • Paulo,
    Nada do que se está a passar me surpreende.
    Já falámos algumas vezes sobre o assunto e, de alguma forma, tentei explicar em duas entradas no meu blogue, porque motivo os movimentos não tinham condições para desconvocar a manifestação de dia 15. Isso deriva da ausência de liderança que lhes é intrínseca. Até por isso, o ressurgimento da ideia de uma Ordem ou da criação de um novo sindicato é um absurdo, uma vez que qualquer dessas soluções implicaria uma capacidade organizativa e um pensamento suficientemente estruturado, que não existe em nenhum dos movimentos que apelam à manifestação de dia 15.
    Um abraço
    E no dia 8, VAMOS A ISSO COMPANHEIR@S
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