Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

já nem sei que diga

30.01.13

 

 

 

 

 

 

O desnorte da maioria tropeça no rísivel todos os dias e o sistema escolar não escapa. Hoje foi uma deputada do PSD que se mostrou perplexa com a abertura de 600 vagas para a vinculção extraordinária de professores contratados.

 

Deputada do PSD “perplexa” com 600 vagas para professores contratados


"(...)“Estas 600 vagas deixaram-me um pouco perplexa e irei pedir que me justifiquem ou me dêem argumentos para o entender”, disse esta quarta-feira a deputada do principal partido do Governo na Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República, durante a audição da Associação Nacional de Professores Contratados (ANPC).

César Israel Paulo, presidente da ANPC, fez um discurso duro e indignado, considerando que os docentes contratados estão a ser alvo de um "genocídio laboral" e classificando a situação como "uma vergonha".

Margarida Almeida, que também é professora, mostrou-se solidária. "Face ao discurso da indignação, nada tenho a contrapor".(...)A deputada acrescentou depois que "devem ter sido abertas as vagas possíveis para não contratar e depois despedir".

(...)César Israel Paulo lembrou que o problema da precariedade docente "tem mais de 15 anos". "Os professores contratados são eleitores defraudados, seres humanos descrentes face aos sucessivos governos que lhes têm proporcionado emprego precário, deslocações infindáveis para poderem trabalhar e, agora, para muitos, o desemprego sem qualquer indemnização, a passagem a excedentário após anos consecutivos de trabalho. Que país é este?", disse o dirigente, lançando um repto: "Senhores deputados, o que irão fazer a curto prazo para resolver o problema da precariedade docente, quando vão pôr fim a esta vergonha?".

Miguel Tiago, do PCP, e Luís Fazenda, do Bloco de Esquerda, responderam que vão continuar a apresentar iniciativas no Parlamento para vincular os docentes contratados, lembrando que as mesmas têm sido sempre travadas pelos partidos que se alternam no Governo: PSD, PS e CDS.(...)"