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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

das charter schools no modelo lusitano

09.01.13

 

 

 

 

 

Quem fizer um esforço para ser imparcial, lerá no relatório do FMI hoje divulgado uma tendência pró-privado-tout-court no sistema escolar através de omissões convenientes nas conclusões dos estudos sobre o investimento por aluno ou por turma no ensino não superior: o do Tribunal de Contas e o do MEC.

 

Quando se diz que o Estado paga 85000 euros por turma às cooperativas de ensino, omite-se que o relatório do MEC diz que 70% das turmas das escolas do Estado custam 70000 euros. Para além disso, o estudo do MEC refere-se ao custo por turma e não por aluno. Este detalhe é adulterado, como também não se salientam os cortes verificados depois de 2009/10 onde foram mais acentuados.

 

 

Na página 61 do relatório está escrito o seguinte:

 

 

74.There is evidence that per-student costs are lower in charter schools compared to public schools. Charter schools receive a fixed amount from the state of €85,000 per class (for grades 5 to 12) to administer the same classes and curriculum as public schools. They hire their own teachers and do not charge fees, except for extra-curricular classes and activities. Where they coexist with public schools, they are often the first choice for parents. The Tribunal de Contas study found that charter school costs were lower by about €400 per student than for regular public schools, while the subsequent MEC working group study estimated the difference at only €50 per student after adjusting for expenditure cuts that have been made since 2009/10. While the charter school program is under revision until the end of the current school year, 62 the government maintains its intention to promote charter schools as well as freedom of choice between public schools and charter schools.

 

 

PS: As charter schools são soluções generosas nos países civilizados. Em Portugal, os Midas invertidos dedicam-se à escandalosa privatização de lucros, a exemplo das parcerias público-privado, numa prática que seria intolerável noutro país Europeu. Mas isso, o FMI também omite.

2 comentários

  • Concordo Lúcio.
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