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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

semear o pânico e legitimar a revolução

09.01.13

 

 

 

Há tempos, quando se lançou a passagem para 40 horas na função pública, um jornalista, quiçá assessorado, fez contas: se o horário de um professor é de 35 horas, passa a ter mais 5 horas lectivas (o impreparado pensou que se leccionavam 35 horas ou a assessoria era encomendada). A primeira página do seu jornal fez eco e parece que um canal de televisão ampliou o desassossego que invadiu as redes sociais.

 

Hoje, dá-se conta de um relatório do FMI que determina o despedimento de 50000 a 60000 docentes e não docentes  (a banca foi eliminada do léxico desta gente e as benesses ilimitadas, do género gabinetes ministeriais, continuam na categoria dos amendoins). Tem sido hábito a troika desdizer o Governo. Não me admirava que desta vez acontecesse o mesmo. Às tantas, pretende-se com esta notícia branquear os 10000, ou mais, professores já despedidos, dar um ar de Governo aquém da troika e apontar o dedo aos diversos funcionários públicos para se continuar a legitimar a revolução ideológica em curso.

 

É muita desorientação, realmente.

3 comentários

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    donatien

    09.01.13

    Eu não me interessa o que diz esse retório ready-made.
    A troyka tem servido de despulpa a essa "gente" que está no governo para esbulhar a nação.
    Tem aí uns quantos lacaios a fazer coro,uns chamam-se jornalistas,outros comentadores.
  • Pedro: li o relatório antes de escrever o post e, na página 60, diz assim: "(...)Even a mildly ambitious education sector reform that would bring student–teacher ratios closer to the prevailing EU averages for primary and secondary education (Table 6.3) would imply that 50–60,000 staff (teachers and non- teachers) would have to be cut.(...)"
    Parece-me que o Donatien tem razão.
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