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Correntes

em busca do pensamento livre

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09.12.12

 

 

 

 

O DN online terá desactivado um link que tinha como título "Só há 18 escolas privadas a mais de 15 km das públicas" (a notícia terá sido publicada por volta de 21 de Janeiro de 2011).

 

Um leitor identificado, enviou-me um email com o suposto (dito assim, pelo óbvio) conteúdo da notícia e com pedido de publicação (adenda: entretanto, e às 21h32, a Ana Sousa comentou no sentido do link estar activo. Tinha testado mais do que um vez e estava inactivo na referência indicada. Confirma-se a sua activação e nem sei o que é que aconteceu).

 

 

"Só há 18 escolas privadas a mais de 15 km das públicas"


por Ana Bela Ferreira, Bruno Abreu, Elisabete Silva e Patrícia Jesus

"Dos 94 colégios ... , 20 têm uma alternativa do Estado do mesmo grau de ensino a menos de 1 km.


Só 18 escolas privadas, das 94 com contrato de associação com o Estado, ficam a mais de 15 quilómetros de uma pública com o mesmo grau de ensino. O levantamento feito pelo DN, recorrendo às listas de escolas públicas e privadas fornecidas pelo Ministério da Educação e à aplicação Google Maps para medir distâncias, mostram também que cerca de 20 estabelecimentos privados ficam até a menos de um quilómetro dos seus equivalentes no público.


Ou seja, estas instituições - que protestam contra os cortes do financiamento público alegando a falta de alternativas estatais nas suas regiões - ficam afinal perto de muitas escolas públicas. Apenas menos de 20 surgem como a única alternativa num raio de 15 quilómetros no mesmo concelho.

É em Lamego, Viseu, que fica a privada mais isolada do País - a escola básica e secundária mais perto fica a... 25 quilómetros. Já em Vila Praia de Âncora, Caminha, são apenas sete os metros que separam a Cooperativa de Ensino ANCORENSIS da Escola Básica do Vale do Âncora.

José Canavarro, ex-secretário de Estado da Educação, admite que "é preciso repensar a rede", criada há 30 anos quando a oferta pública era insuficiente e o Estado delegou no sector privado, através de contratos de associação, a educação das crianças dessas regiões. E lembra que, em alguns casos, mesmo existindo escolas públicas, estas possam não ter vagas para acolher mais alunos.

Estes colégios prestam "um serviço ao Estado", pelo que têm de ser "bem" tratados, defende o professor universitário. O que, critica, não tem sido feito pela tutela no processo de cortes dos financiamentos. "Há que dar tempo às escolas para se reconverterem em privadas ou encontrar outras soluções caso a caso", sugere."

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