Em busca do pensamento livre.
Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2006

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Não escapei a este saga que foi a passagem de Bill Gates - mais conhecido na minha, mais do que restrita, comunidade informática como o Guilhermino dos Portões, feliz tradução, aliás - pelo nosso país.

 

Retive a caixa de primeira página do jornal Público: gates ajuda governo, governo ajuda gates. Vá lá saber-se. Terá isto alguma relação com a multa diária que a Microsoft tem de pagar à união europeia por ser acusada de fazer batota? Hoje li uma tirada no jornal de negócios, da autoria de Raul Vaz, que reza assim: “O raid de Bill Gates a Portugal mostra um país pobre. Provincianos no deslumbre. Fica a ideia que, se quisesses, o homem comprava o que resta.” Vi algumas imagens do acontecimento. Uma delas, deixou-me perplexo. Meia dúzia de ajudantes, digo, desculpem, de ministros - foi mesmo um lapso, não comecem já a pensar coisas -, assinavam uns protocolos com a Microsoft. Estavam todos alinhadinhos e bem juntinhos, e assinavam, com um frenesi sorridente e feliz, sob o olhar atento de Sócrates e de Gates, refastelados nos seus sofás, os documentos da praxe - para estarem na onda da saga, não deveriam dar o exemplo e poupar mais uma arvorezita. Pareceu-me demasiado caricato. Marketing, sim, mas com alguma parcimónia. Nada de importante, convenhamos.

 

Vi a entrevista que o Bill Gates deu ao canal um. Teve momentos hilariantes: reconverter os operários do sector textil do Vale do Ave através do bom uso do processador de texto, o inigualável “Word”, de modo a que eles possam ter uma nova oportunidade de trabalho. À noite, assisti a uma entrevista, na sic notícias, a dois economistas portugueses, no programa "negócios da semana" (julgo que é este o nome): Nogueira Leite, salvo erro, é assim que o senhor se chama, e António Carrapatoso - que se revelou bem conhecedor das verdadeiras necessidades da nossa administração para conseguir a desejada modernização. Um dos dois, não me lembro qual, surpreendeu-se com o facto de o Bill Gates ter mudado de roupa seis vezes no mesmo dia. Para cada cerimónia tinha um traje adequado.



publicado por paulo prudêncio às 16:42 | link do post | comentar | partilhar

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