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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

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da pedagogia e em busca do pensamento livre

dinheiros públicos, vícios privados (2)

01.12.12

 

 

 

 

 

 

 

Depois de ter visto o anúncio, encontrei no site da TVI a seguinte sinopse:.

 

 

"PRÓXIMO PROGRAMA: "Dinheiros Públicos, Vícios Privados - 3 de dezembro de 2012

 

"São colégios privados, totalmente financiados pelo estado, ou seja, pagos por todos nós. Só este ano receberam de financiamento, qualquer coisa como 25 milhões de euros.

Foram construídos de Norte a Sul do país, onde supostamente, as escolas públicas já não podiam receber mais alunos. Mas, na realidade o que uma equipa da TVI encontrou no terreno é completamente diferente.

Fomos encontrar escolas públicas subaproveitadas, com salas vazias, à espera de alunos que foram transferidos para os colégios privados. O «Repórter TVI» mostra-lhe também um retrato do que se passa nesses colégios, com professores a serem ameaçados de despedimento, denúncias de manipulação de notas, professores que se sujeitam a humilhações. Ao todo são 26 colégios, todos do Grupo GPS, que tem como consultores, deputados e Ex-Secretários de Estado que depois de deixarem o cargo, passaram a trabalhar para o grupo.

«Dinheiros Públicos, Vícios Privados» é uma reportagem da jornalista Ana Leal, com imagem de Gonçalo Prego e montagem de Miguel Freitas."

5 comentários

  • Sem imagem de perfil

    ana

    01.12.12

    O que fará com que uma professora escravizada no ensino privado, com turmas de "alunos medíocres, indisciplinados" descartados pelas escolas públicas, sacrificada a "implementar medidas corretivas quando necessário", a ter "de reunir com os Pais em qualquer dia e hora ainda que não seja o horário de atendimento", a ter "de harmonizar procedimentos com o Conselho de Turma no sentido de os disciplinar, de dar apoios aos alunos fragilizados nas horas de almoço", a ter de trabalhar "desde as 8h30 da manhã muitas vezes até às 21h30", chegando a a casa e ainda fazendo "trabalho de muita preparação de aulas, estratégias e preenchimento de todos impressos e mais alguns para justificar todos os resultados obtidos e não obtidos", a ter de disponibilizar "a sua hora de almoço ou intervalo para acompanhar os meninos no cumprimento de trabalho cívico (limpeza do refeitório, wc, etc.)", a ter de "fazer 200 km por dia, a gastar este valor em combustível", a ter "500 alunos", a ter de fazer "8 a 12 horas de trabalho por dia"... retomo o início: o que faz uma professora destas, com tanta abnegação, mas que não invoca sequer qualquer experiência pessoal no ensino público, comparando as suas vivências, para dar alguma credibilidade ao seu testemunho e reforçar a sua perspetiva estoica... volto a questionar: o que faz uma professora destas manter-se no ensino privado??? Incompetência para conseguir melhor?
    Afinal, quem tem este nível de dedicação, de sacrifício, e resultados tão invejáveis apenas com esforço e mérito próprio, teria sucesso em qualquer outro paraíso educacional como descreve o ensino público.
    Olhe, senhora anónima, poupe-nos a mais demagogia. Já temos q.b.
    E fique apenas com este repto: quando esses pobres alunos, por vezes medíocres e indisciplinados, do ensino privado frequentarem turmas de 30 e fizerem exames nacionais nas escolas públicas, vigiados por professores desconhecidos, a gente conversa sobre esses rankings e sobre essa excelência.
    Já agora, também poderá identificar-se: a um bom engraxador às vezes sai uma sapataria.
  • Sem imagem de perfil

    Anónimo

    02.12.12

    Desde quando zelar pela educação dos meus alunos é ser escravizada? É isso que sentem em relação aos vossos filhos? Estamos a criar cidadãos ou alunos com comportamentos displicentes que fazem o que querem?
    Escravizados são alguns professores do ensino público que muitas vezes ouvem o que não querem, aparecem com carros riscados, apresentam queixa aos Diretores e estes passam a mão pelos meninos, sem agirem por receio das consequências. Esses diretores não estão na escola a solucionar os problemas das 8h00 da manhã às 22h00. Esses diretores das públicas não chamam atenção os professores que em vez de entrarem às 9h00 chegam às 9h20, como já presenciei e ninguém lhes marcou falta.
    Quanto alunos andam nas escolas públicas a passear pelos recreios porque faltam às aulas? Sabe quantos alunos passeiam nos recreios durante as aulas nas privadas? Zero. E na primeira vez que isso aconteceu os funcionários foram os primeiros a identifica-los, passar registo de ocorrência e a levá-los paras as aulas. O professor foi o primeiro a informar via caderneta e o diretor de turma no mesmo dia a convocar os Pais. Pode acontecer uma vez mas não acontece mais vez nenhuma. E os alunos percebem que a autoridade são os professores, funcionários e direção.
    Relativamente à vigilância de exames, todos os anos temos inspeção e está tudo em conformidade.
    Ainda bem que a professora domina na perfeição todos os conteúdos programáticos de 12.º ano às disciplinas alvo de exame para poder dar as respostas aos seus alunos. Se acha que isso é ser profissional…
    Já trabalhei no público e já fui colocada no público nos anos anteriores e não senti vontade de abandonar o cooperativo. No cooperativo não há faltas de respeito. Sabe quanto vale um professor passar pelo corredor para se dirigir à sala e os meninos estarem em fila organizados à nossa espera?
    Se o púbico é tão bom, porque é que os ministros insistem em colocar os filhos no cooperativo e privado? Afinal não estão a dar o exemplo à sociedade. Mas para os professores que são pais dava jeito que as escolas estivessem abertas até às 20h00 da noite. ..
    Conheço muitos professores do ensino público com bastante mérito, pois efetivamente trabalham muito diariamente, fins de semana a arranjarem estratégias de melhoria e alcançam excelentes resultados. Esses não merecem estar rotulados como pessoas que pertencem a uma classe qualquer. Pois é assim que a sociedade nos vê, a todos.
    Sabe quanto pais nos informam que somos muito mais exigentes, que os testes são muito mais complexos e os conteúdos são muito mais aprofundados em relação à escola publica? Não é por acaso que mesmo com a crise o número de alunos em muitos particulares que têm bons resultados tem aumentado. Quando há uma equipa de professores, funcionários e direção a remar no mesmo barco, estudar compensa e por isso os alunos se esforçam para chegar ao quadro de mérito.
  • Sem imagem de perfil

    Anónimo

    02.12.12

    Por curiosidade. O Professor Paulo Prudêncio não é professor de Ed. Física? Acho que conheço o professor da EBI.
  • Sem imagem de perfil

    Anónimo

    02.12.12

    http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=85948
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