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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

é uma festa

24.11.12

 

 

 

A banca andou anos a fio em ambiente de "festa brava" e o país entrou em bancarrota. É esta a verdade cruel dos números. 

 

Depois da sucessão de relatórios e de execuções orçamentais, e com todo o respeito por quem está no desemprego, recebe pensões de miséria ou passa fome, já ninguém duvida de que os professores foram os escolhidos. Não apenas por serem muitos, mas por razões ideológicas e porque os fortes interesses instalados assim o exigem. Mesmo na máquina do Estado. Ainda há uma semana escrevi assim:


"Nas autarquias não se toca porque boys e caciques fazem sempre falta, nos militares também não porque há golpe de estado, nas fundações e observatórios é a ladainha do costume, na saúde assobiam para o lado à primeira greve, nas empresas públicas ou municipais (estas são incontáveis, valha-nos sei lá o quê) há muito emprego de aparelho e ficaria aqui o dia todo."


Notícias do género"Menos 14% de despesa com pessoal à custa dos professores", inundam a imprensa mais livre.

 

A primeira página do Expresso tem duas notícias que explicam o que escrevi no primeiro parágrafo. A banca consome o dinheiro dos contribuintes, os professores são os principais atingidos e Nuno Crato não tem uma palavra em defesa da escola pública que tanto nos custou a construir.

 

 

 

 

12 comentários

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    Rui Rodrigues, Amadora

    24.11.12

    O comentário de Pedro é típico do fantismo e de quem usas palas na exposição de argumentos.

    Sócrates e Rodrigues foram um desastre mas o problema levantado no texto é mais amplo e sério. Merece uma abordagem menos primária e mais responsável.
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    Nuno Castanheira

    24.11.12

    SE O PEDRO É PROFESSOR DEVIA TER VERGONHA. ESTÁ CONTRA OS PROFESSORES DEPOIS DE TUDO ISTO? ANDA A IMITAR O OUTRO QUE VIROU PORQUE MUDOU O GOVERNO?
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    Pedro

    24.11.12

    Quem trouxe a festa para a conversa não fui eu, foi o Paulo...
    Mas, se querem que vá ao âmago da questão, eu vou. Durante anos e anos o que tivemos foi a "festa" das reduções de componente lectiva (em que muitos professores davam 12 horas de aulas por semana), tivemos as progressões automáticas na carreira (como se fossem todos excelentes professores), tivemos uma avaliação "faz de conta" com os sindicatos a assobiarem para o lado, tivemos centenas de professores destacados em sindicatos e outros organismos, tivemos os artigos 102º e outros, tivemos professores a reformarem-se com 56 anos e a levarem para casa quase 2000 euros de reforma; enfim tivemos o "regabofe" completo, com a classe docente a ser completamente desprestigiada pela opinião pública e publicada.
    Agora? Agora temos o reversos da medalha e quem mais vai sofrer serão os professores em início de carreira...
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    Fernando Sousa

    24.11.12

    Ouça lá Pedro. Então acha que um docente com 60 anos deve ter o mesmo número de turmas e de alunos que um docente com 30 anos? Ou então a redução só acontece aos 60? Até aos 59 ficam iguais? Devem ganhar o mesmo?

    E os médicos homem? E os políticos homem? Houve exageros nas várias classes, reformas então nem se fala, e só os professores é que apanham por tabela e você defende isso ou diz que a culpa é só do Sócrates?

    Você é professor? Em que escalão? Parece que tem raiva dos seus colegas.
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    Pedro

    24.11.12

    Caro Fernando, a minha opinião é muito simples. Indo directo ao seu exemplo, penso que um professor de 60 anos, das duas uma: ou tem as mesmas turmas que um seu colega de 40 anos e é beneficiado em termos salariais ou então tem menos turmas (redução de componente lectiva) e tem salário igual ao colega que tem 40 anos. Discordo da dupla compensação que existe actualmente. É a minha opinião, goste ou não dela...
    E fundamento-a da seguinte forma: há países europeus onde dois professores (um com 35 anos e outro com 60 anos) ganham precisamente o mesmo. Afinal de contas a função que exercem é a mesma...
    Quanto às outras profissões defendo situação semelhante...
    E já que é tão curioso, digo-lhe que dou aulas há 15 anos e estou no 2º escalão. Satisfeito?
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    Fernando Sousa

    24.11.12

    Oh homem, isso nem na China comunista. Ganhar o mesmo no início e no fim da carreira? Vê-se logo que está a dar os primeiros passos na carreira.
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    Pedro

    24.11.12

    O Fernando desconversa. Eu não disse no início de carreira. Comparei um colega com 15 anos de serviço e outro com 35 anos de serviço. Fique a saber que na Dinamarca e no Reino Unido ambos ganham o mesmo...
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    Rui Rodrigues, Amadora

    24.11.12

    Quando o Pedro andar pelos 60 (com 8 turmas de 30 alunos) lembre-se do que escreve agora. Peça que o obriguem a trabalhar até aos 70 e com o mesmo salário que tinha aos 30.

    Você é um jovem que respeita pouco os mais velhos, desculpe-me dizer-lhe.
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    Pedro

    24.11.12

    Tenho pena de o dizer, mas o Rui também descoversa. Eu não digo que os professores à beira da reforma devam ter as mesmas turmas com o mesmo salário.
    Digo que deve haver lugar a apenas uma benesse: ou redução da componente lectiva ou redução salarial para os que estão no topo da carreira.
    Discordo das duas benesses: redução da carga lectiva e aumento de quase 50% no salário em relação aos que com menos anos de serviço até têm mais turmas e mais trabalho...
    Custa assim tanto compreender?
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    Paulo Prudêncio

    24.11.12

    Viva a todos.

    Deixei o post escrito ontem e a propósito da primeira página do expresso.

    Ou seja: a banca fez o que se sabe e os professores são os escolhidos e nem sei se Nuno Crato interroga os outros ministros ou se é o primeiro a estimular os cortes nos professores.

    Estava a ler sobre a parque escolar e lembrei-me da festa e dessa despesa ser mais do domínio das PPP´s do que do investimento médio por aluno.

    Dá ter-me lembrado da Festa que começou muito antes deste Governo e mesmo dos de Sócrates.

    Por isso também me surpreende a interpretação do Pedro no primeiro comentário. Não deve ter lido bem o post e comentou de imediato. Às vezes acontece isso e ainda hoje li algo semelhante sobre o uso das redes sociais.

    Sobre a discussão, animada de resto, a proposta do Pedro é difícil de concretizar, embora a carreira do professores necessite de ser revista: há muitos anos, e serão ainda muitos mais, que só se progride para o lado ou regride.
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    Pedro

    24.11.12

    Olá Paulo!
    Ainda bem que pensa como eu na necessidade de se rever a carreira docente. Só lhe faltou dizer que durante anos e anos tivemos um estatuto lamentável, em prol dos professores que agora se estão a reformar e que levou ao desprestígio da classe.
    Abraço
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